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BH - Negócios no mercado imobiliário da capital tiveram redução média de 13,4% em 2015

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Muito se fala da redução do comércio imobiliário em Belo Horizonte, muitas vezes com números extravagantes e assustadores. Fomos buscar dados reais e contabilizados, que são expressos nas guias do ITBI (Imposto Sobre Transmissão de Bens Imóveis por Ato Oneroso “Inter Vivos”), emitidas e pagas para a elaboração dos registros de imóveis negociados. Daí, tiramos uma média dos percentuais de variações e podemos afirmar que 13,4% foi o índice apurado, na média.  (Continue Lendo)
Em primeiro lugar, ressaltamos que a média de escrituras apuradas em 2014 foi de 1.671 apartamentos por mês. Já a média de janeiro a setembro de 2015 (dados disponíveis até o momento) foi de 1.426 apartamentos mensalmente. Dessa forma, nossa primeira aferição aponta para uma redução de 14,6%.
Uma verificação mais profunda nos levou a convencionar que os apartamentos concluídos entre 2013 a 2015 seriam chamados de novos; já os anteriores a 2013 foram denominados usados. Se buscarmos, entre os novos, os zoneamentos com maior número de edificações, temos a seguinte distribuição:

Janeiro a setembro de 2015
ZAR ………………. 2.338 unidades……259,7 média mensal………… 38,9% do total da amostra
ZAP…………………2.137 unidades…….237,4 média mensal……….. 35,5% do total da amostra
ZA……………………676 unidades……….75,1 média mensal…………11,24% do total da amostra
ZE ……………….… 335 unidades …… 37,2 média mensal………..5,6% do total da amostra
ZCBH……………….262 unidades……….29,1 média mensal ………..4,35% do total da amostra
ZHIP  …………………197 unidades………..21,9 média mensal…….3,3% do total da amostra
ZP2 ……………….. 65 unidades…………. 7,2 média mensal …… 1,08% do total da amostra
ZCVN………………..2 unidades …………. 0,2 média mensal….. 0,03% do total da amostra
TOTAL……………. 6.012 unidades……….668  média mensal …………  100% da amostra
O zoneamento ZAR engloba 38,9% das unidades escrituradas.
O valor médio dos apartamentos usados, registrados de janeiro a setembro de 2015, foi de R$ 427.052,34 e dos apartamentos considerados novos, no mesmo período, foi de R$ 467.567,29. Portanto, a diferença de preço entre os apartamentos novos e os usados está próxima de 9,5%.
Já a soma dos valores negociados em imóveis, incluindo todos os tipos imobiliários (residenciais e comerciais), foi de R$ 8,689 bilhões de janeiro a setembro de 2014. No mesmo período em 2015, caiu para R$ 7,727 bilhões, o que representa uma redução de 11,1% no valor negociado. Em relação à quantidade de imóveis comercializados, houve uma queda de 13,8%: 20.514 imóveis, de janeiro a setembro de 2014, e 17.680 imóveis no mesmo período em 2015.
Voltando a nos referir apenas a apartamentos, em 2014 tivemos, no período, 15.039 unidades negociadas. Em 2015, foram 12.837 apartamentos, indicando uma redução de 14,6%. Dentro da média de 1.426 apartamentos vendidos por mês em 2015, verificamos que os chamados de novos representaram um percentual de 46,8% e os usados, 53,2%.
No total das negociações de apartamentos, tivemos em 2014 uma movimentação financeira R$ 6,6 bilhões no período, contra R$ 5,7 bilhões nos primeiros nove meses de 2015. Isso indica uma queda de 13,6% no volume financeiro de transações.
O resultado geral do mercado imobiliário em 2015 foi obtido com uma média simples dessas cinco quedas apontadas. Para o comprador, esse é um ótimo momento para fazer sua compra. Não significa que o construtor ou incorporador vá lhe oferecer um desconto de 13,4%, pois a realidade é que o preço já considerou essa queda e se encontra defasado nesse percentual. No mercado imobiliário, não se aumenta o preço para depois oferecer desconto. Ainda é um mercado mais transparente em relação aos valores ofertados. (Secovi-MG)

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