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Preço de aluguel de apartamento cai em São Paulo

terça-feira, 6 de outubro de 2015


O valor da locação está até 62% menor este ano; imóveis periféricos ainda são os mais baratos

Anderson conseguiu um imóvel maior pelo mesmo preço 

O mercado de locaço ãde imóveis é como um termômetro da economia. Se as contas do país vão mal, os preços caem. Se é que ele existe, esse pode ser o lado bom da crise para quem é inquilino e precisa fazer cortes no orçamento. Segundo pesquisa da imobiliária on-line Zap Imóveis, atualmente há locais 62% mais baratos do que em janeiro.=> Continue Lendo <=


É o caso do metro quadrado no Campo Limpo, Zona Sul da capital. Lá, o preço médio para locação, em janeiro, era de R$ 61. Já em agosto, no último levantamento disponibilizado pela Zap, ficou em R$ 23.

São Miguel Paulista, na Zona Leste (22,2%), Jabaquara e Interlagos, também na Zona Sul (19,44%) também tiveram quedas expressivas nos preços anunciados esse ano.

Mas, a queda nos preços do aluguel atinge também a região central da cidade. No bairro Bela Vista, os preços baixaram 15%, de R$ 52 para R$ 44.

O diretor de locação do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), Mark Turnbull, explica que os valores menores ocorrem pelo fato de os proprietários não poderem deixar os imóveis vagos. “É a hora de quem precisa renegociar ou quer alugar outro local com preço mais baixo”.

É por esse motivo que o especialista afirma que o setor é um dos mais sensíveis na economia. “Pela insegurança do trabalhador e o risco de desemprego, é preciso que o mercado se ajuste para ser sustentável”, afirma.

Mudança de prédio

A alta demanda de imóveis disponíveis para locação é outro ponto positivo para quem está procurando morar em um lugar com preço camarada, segundo o Secovi. Foi exatamente para um imóvel no mesmo prédio, no Centro, que o jornalista Anderson Passos, 42 anos, se mudou e fez um bom negócio.

Com contrato para vencer e ser reajustado pelo IGP-M (Índice Geral de Preços), usado para definir novo valor do aluguel e hoje em 8%, ele começou a ter problemas com o vizinho de baixo e passou a procurar outro local para morar. A solução encontrada pela proprietária para não perder o inquilino foi oferecer outro apartamento no mesmo prédio, cerca de 10 m² maior que a anterior. O preço, no entanto, era R$ 500 mais caro que antigo.

Anderson pesquisou o preço de imóveis na vizinhança e com orçamentos em mão, conseguiu fechar com a proprietária por R$ 1 mil pelo apartamento maior – o valor que ele pagava pelo imóvel antigo. “Achei opções melhores, mas moro há cinco anos no mesmo endereço. Foi um bom negócio ter ficado aqui”, disse.

Economia ruim barateia a compra da casa própria

Quem pretende comprar um imóvel também tem condições favoráveis para achar preços menores do que há alguns meses. De acordo com a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), as unidades à venda apresentam queda real de 6,21% no último ano.

É também o segundo mês consecutivo que o valor nominal (descontada a inflação) dos imóveis também apresenta queda, 0,12%. Em agosto, teve a primeira redução desde 2009, quando começou a série histórica em parceria com o portal Zap.

No acumulado de 12 meses, os preços dos imóveis pelo índice FipeZap subiram 2,63%, enquanto a inflação esperada para o período, considerando o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), é de 9,43% - ou seja, o aumento no valor cobrado foi menor do que a inflação no mesmo intervalo, caracterizando a chamada queda real.

Das 20 cidades avaliadas, todas apresentaram resultados menores do que a inflação nacional. O valor anunciado do metro quadrado médio destes municípios em setembro foi de R$ 7.601. São Paulo é a segunda cidade mais cara, com R$ 8.614 o m², perdendo apenas para o Rio de Janeiro. Lá, o metro não sai a menos de R$ 10 mil.


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