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Antes da nova lei de uso e ocupação do solo de BH, Proprietários de terrenos e incorporadores se antecipam para aprovar projetos

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Empresas e arquitetos registram aumento na demanda após envio do projeto de lei à câmara municipal

O envio da nova Lei de Uso e Ocupação do Solo à Câmara Municipal de Belo Horizonte, na última semana, tem gerado aumento da demanda por projetos arquitetônicos em escritórios de arquitetura e em empresas que comercializam UTDC (unidade de transferência do direito de construir). Empresários do setor afirmam que, em função das diversas restrições previstas na nova lei, caso seja aprovada como discutida na 4ª Conferência Municipal de Política Urbana, proprietários de terrenos e incorporadores já deram início a uma corrida para encaminhar projetos à Prefeitura de Belo Horizonte e garantir para os terrenos potencial construtivo de até 2,7. (Continue Lendo....)

O arquiteto Tulio Lopes declara que houve um aumento, desde o início de setembro, de 50% na procura pela elaboração de novos projetos arquitetônicos em relação ao primeiro semestre de 2015. “A iminência da estagnação do mercado construtivo depois da aprovação da nova lei está fomentando, principalmente nos proprietários de terrenos, essa demanda. Mesmo com a crise econômica pela qual o país está passando, o aumento foi significativo”, revela. A estimativa é de que, com a nova lei, haja uma redução de até 70% do potencial construtivo dos terrenos, o que vai inviabilizar, de acordo com Lopes, a construção de novos empreendimentos na cidade. “O aumento de custos da construção vai acabar sendo repassado para o consumidor final, dificultando a compra do produto e parando o mercado imobiliário da cidade.”
“Para o arquiteto Júlio Torres, diretor do Grupo de Empresas Mineiras de Arquitetura e Urbanismo (Gemarq), em sua maioria, os proprietários de terrenos podem ser os mais prejudicados com a iminência da aprovação da nova lei. “Eles já estão buscando aprovar os projetos na lei atual para garantir o coeficiente de aproveitamento e, assim, não correrem possíveis riscos de ficar com o bem estagnado. Grande parte das construções em BH ocorre entre os incorporadores e os proprietários dos lotes por meio de permutas, que podem ficar prejudicadas com mecanismos da nova lei, o que explica essa corrida pela aprovação de projetos por parte dos empreendedores. Os construtores têm outras opções, como migrar para as cidades da região metropolitana, mas, para aqueles que têm um terreno em BH, não há como escapar”, explica.
Já o empresário Maurílio Duarte Câmara, diretor da Decisão Engenharia, diz que a procura pela compra de UTDC, que amplia em até 20% o potencial construtivo de um terreno, também aumentou consideravelmente. “Como a lei vai gerar novos mecanismos de geração de coeficiente adicional, induzindo as outorgas onerosas para o incorporador conseguir construir o mesmo número de imóveis como antes, os empreendimentos vão encarecer e ficar inviáveis para a compra.”
Segundo o presidente da CMI/Secovi-MG, Otimar Bicalho, o que justifica a corrida pela aprovação de projetos partindo dos proprietários de terrenos é a pouca quantidade de construtoras que detêm lotes na capital mineira. “Atualmente, temos cerca de 700 construtoras atuando na capital mineira. Aproximadamente 400 lotes são de propriedade dessas empresas. Em BH, há cerca de 30 mil lotes disponíveis para incorporação, sendo que 80% dos projetos incluem algum tipo de demolição. Nossa conclusão é que apenas 1% dos terrenos disponíveis são propriedade das construtoras, o que revela o motivo de os proprietários estarem tão receosos com a nova lei”, finaliza.

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