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Com alta dos juros, Minha casa Minha Vida pode perder o perfil social.

sábado, 12 de setembro de 2015

Com alta, juros se aproximam dos patamares do mercado

Com os juros mais altos que deverão ser cobrados na terceira fase do Minha Casa, Minha Vida (MCMV), a renda do comprador do imóvel também terá que ser maior para poder ingressar no programa habitacional do governo federal. Para o presidente da Associação dos Mutuários e Moradores de Minas Gerais (AMMMG), Silvio Saldanha, a alteração da taxa de juros, num momento de retração da economia brasileira, irá dificultar o acesso à casa própria. “Com isso, o programa vai perdendo a sua conotação social e vai se aproximando cada vez mais de um financiamento normal”, observa. => Continue Lendo - Clique <=


O juro mais caro que será cobrado dos beneficiários do programa chega a 8% ao ano, para a faixa 3, com renda de até R$ 6.500. O percentual varia de acordo com a faixa e renda. “Considerando os juros cobrados pela Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil para imóveis de até R$ 750 mil, as taxas variam de 7,8% a 10% ao ano. O valor vai depender do tipo de relacionamento com o banco”, diz.

Saldanha explica que os juros não impactam apenas no valor da parcela, que vai ficar mais cara, mas também no limite do comprometimento da renda. “Juro mais alto para financiamentos nunca é bom. Afinal, o máximo de comprometimento da renda bruta individual ou familiar é de 30%”.

Hoje, os juros cobrados nas faixas 2 e 3, vão de 5% a 7,16% ao ano, dependendo da renda familiar bruta. E devem subir de 6% a 8%. Na faixa 1, os beneficiários continuam isentos de juros.

Além dos juros mais elevados para as faixas 2 e 3, o valor da parcela para a faixa 1, para renda acima de R$ 800 a R$ 1.800, terá que pagar de 10% a 20% do rendimento, o que pode levar a prestação para até R$ 360. E as famílias que ganham até R$ 800, irão pagar R$ 80 mensais.

A regra atual é que famílias com renda de até R$ 1.600 recebiam um subsídio direto do governo federal, fazendo com que a prestação chegasse a até R$ 80. As novas regras só serão válidas para novos contratos da terceira fase do programa, ainda sem data para ser lançado.
Nova faixa
Fase 3.
 O governo criou a faixa 1,5, que vai atender a famílias com renda de até R$ 2.350 mensais, que terão subsídio até R$ 45 mil. Que terá recursos do FGTS e taxa de juros de 5% ao ano.
EDITORIA DE ARTE
A-OLVA
Simulação
Impacto dos juros no financiamento imobiliário


Um exemplo de cálculo
Imóvel:
 R$ 120 mil
Prazo: 30 anos
Renda bruta: R$ 2.800
Se os juros forem de 5% ao ano: a parcela mensal será de R$ 833,33
Para juros de 8% ao ano: R$ 1.133 a parcela mensal
No caso da renda bruta de R$ 2.800: se os juros forem de 5% ao ano, ela não compromete 30% da renda, e a pessoa consegue financiamento
Para juros de 8% ao ano: a pessoa só consegue o financiamento se o valor da renda for de, no mínimo, R$ 3.800 para atender o limite
Fonte: AMMMG
Aumento do teto é uma das vantagens

A elevação dos juros para as faixas 2 e 3 do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) vai impedir com que famílias possam ingressar no programa, conforme o primeiro vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Geraldo Jardim Linhares Júnior. “O juro ainda é mais baixo que o cobrado pelo mercado, na casa dos 10% ao ano.

Entretanto, ele impacta na parcela, que é o que as pessoas analisam”, observa. Ele ressalta que a situação mais complicada é para a faixa 1, que depende de recursos do governo. Nesse caso, não há juros cobrados.

Positivo. Para o presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Rubens Menin, um dos pontos favoráveis da nova fase do programa habitacional será o aumento do teto das unidades habitacionais. “Em Betim e Contagem, por exemplo, o valor que hoje é de R$ 145 mil deve passar para R$ 180 mil. Em Belo Horizonte, deve sair dos R$ 170 mil para R$ 190 mil”, diz.(OTempoBH)

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