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Mercado Imobiliário: Não Existe colapso no Brasil...

segunda-feira, 31 de agosto de 2015


Em tempos de crise, surgem os abutres de plantão. Nos últimos meses, diversos comentaristas tornaram-se “especialistas” de um assunto tão complexo e intrincado. São reportagens e matérias que tratam o mercado imobiliário de forma apocalíptica e sem qualquer embasamento empírico ou profissional.  => (Continue Lendo - Clique Aqui) <=
Ser especialista de um assunto específico é ocupar-se exclusivamente do setor, ter experiência curricular e saber analisar de forma clara os acontecimentos em torno do mercado. No significado real da palavra, uma excelente análise demanda averiguação, sondagem, ponderação, reflexão e, principalmente, conhecimento de causa.
Diariamente o mercado recebe uma enxurrada de informações sem nexo e com tom altamente especulativo. Para o conhecedor dos temas, é natural que se faça um expurgo das prosas desencontradas, entretanto para grande parte dos leitores o assunto passa a ser pertinentes ao seu dia a dia, interferindo diretamente em suas decisões e ações.
Exemplificando, há poucos dias recebi uma reportagem cujo tema abordava a “aproximação do colapso imobiliário”. Em uma visão estritamente profética passa-se ao mercado o obscuro e monstruoso retratado da crise, onde o futuro será cercado por esgotamentos e anormalidades. Em oposição ao que foi escrito, fiz questão de nomear o presente artigo com o seguinte título: “Não existe colapso no mercado imobiliário brasileiro”.
A ruína de um mercado é feito mundial raramente enfrentado, e com certeza não se compara a situação do setor nacional. É claro que dados históricos mostram que estamos sempre dispostos a processos de ascensão e decesso, porém a extinção do mercado atual é algo transcendente e errôneo. Diversos mercados globais, já enfrentaram crises muito piores que a situação brasileira. Cito, por exemplo, o mercado imobiliário da Irlanda e Dubai em 2008, cuja especulação desenfreada motivou a construção de mais unidades que o necessário; o mercado da Argentina em 2014 que foi obrigado a lidar com uma alta desvalorização do câmbio; o mercado da Rússia em 2014 que esforçou-se pela sua manutenção após o aumento da taxa de juros e sanções internacionais; e o mercado dos EUA que enfrentaram o temor de uma bolha em 2007/2008.
Empresas pouco experientes ou capacitadas podem ter sofrido devido a falta de resguardo profissional e financeiro em momentos de crises, e estas, com certeza, colapsaram. Outras se reestruturaram e aprenderam com seus erros. Outro grupo se resguardou e esperou por novos ares. Dentre todos os fatos supramencionados, podemos dizer com clareza que o mercado persistiu e que nunca morreu. É fato que momentos difíceis foram enfrentados e percalços superados, entretanto a única e salutar conclusão que tomamos dos acontecimentos é que “o mercado imobiliário não acaba, ele apenas se adapta”.(Resimob)

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