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SP - Financiamento de imóvel usado tem pior resultado do ano.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

As imobiliárias paulistanas venderam menos imóveis em maio do que em abril. A queda foi de 4,43% nas vendas, segundo pesquisa feita com 335 imobiliárias pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP). (Leia Mais - Clique Aqui)


A queda nas vendas é resultado direto da redução dos financiamentos concedidos pelos bancos para a compra de imóveis, especialmente os da Caixa Econômica Federal (CEF). Somados os empréstimos da CEF e os dos outros bancos, a participação dos financiamentos nas vendas caiu de 57,14% em abril para 49,38% em maio. Em Janeiro, 74,75% dos imóveis vendidos na capital eram financiados.

- Por sua presença dominante no mercado imobiliário, O tombo nos financiamentos da CEF é o que mais impacta o mercado de imóveis usados - destaca José Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP. Ele lembra que a participação da Caixa nas vendas girava em média entre 50% e 60% até o final do ano passado, mas veio caindo acentuadamente e agora está abaixo de 30%.

O resultado em maio foi de 27,16% das vendas feitas com financiamento da CEF, 22,22% financiadas por outros bancos, 48,15% vendidas à vista e 1,23% financiadas pelos donos dos imóveis, mesmo percentual dos imóveis negociados por meio de consórcios.

- O financiamento é o motor que move o mercado imobiliário, e quando ele perde força como agora, o mercado se movimenta mais lentamente e vai forçando ajustes nas condições de negociação - afirma Viana Neto.

Exemplo desse ajuste foi o aumento dos descontos concedidos pelos proprietários sobre os preços originalmente pedidos pelos imóveis. Para vendê-los, baixaram os preços em 9,5% nos bairros da Zona A, onde estão os Jardins, ou 35,71% a mais que os 7% de abril. ?É um desconto significativo quando se considera um imóvel de R$ 1 milhão, valor até modesto para essa área?, destaca o presidente do Creci-SP. Quem fechou negócio nesse valor pagou R$ 95 mil a menos.

Na Zona E, que reúne bairros como Itaquera, Jardim Ângela e Jardim Brasil, o desconto médio em maio foi de 6,82%, ou 58,6% a mais que os 4,3% de abril (ver quadro abaixo). A Zona C foi onde as imobiliárias consultadas pelo Creci-SP mais venderam imóveis em maio - 43,22% do total - e o desconto médio concedido pelos proprietários em maio foi de 5,50%. Esse percentual é 26,23% maior que o desconto médio de abril, de 4,36%.

A pesquisa feita pelo Creci-SP com 335 imobiliárias apurou que os preços médios dos imóveis usados vendidos pelas imobiliárias na capital baixaram 8,71% em relação a abril.

- É parte do esforço que os proprietários fizeram para tentar vender nesse momento em que o crédito escasseia e a Economia passa por um ajuste severo - esclarece Viana Neto.

Os imóveis usados mais vendidos em maio foram os de valor final até R$ 500 mil, que somaram 46,91% do total vendido. Na divisão das vendas por faixa de valor, os imóveis usados enquadrados na faixa de até R$ 6 mil o metro quadrado representaram 56,36% dos negócios formalizados nas imobiliárias pesquisadas.

O imóvel que mais aumentou em maio foi a casa de padrão médio com mais de 15 anos de construção situada em bairros da Zona B, como Aclimação, Brooklin e Indianópolis. O preço médio do metro quadrado desse tipo de imóvel subiu 14,29% ao passar de R$ 3.818,18 em abril para R$ 4.363,88 em maio.

A pesquisa constatou que o imóvel que ficou mais barato, com queda de 28,62% de abril para maio, foram os apartamentos de padrão médio construídos há mais de 15 anos e localizados na Zona C. O preço médio do metro quadrado baixou de R$ 8.333,33 para R$ 5.948,05.

Aluguel novo cai 1,18% em mês com locação em queda
A pesquisa também apurou que os valores médios dos aluguéis em maio baixaram 1,18% em relação a abril. A preferência dos novos inquilinos recaiu sobre os imóveis com aluguel mensal de até R$ 1.200, que somaram 54,24% do total de 791 imóveis alugados.

Foram 50,95% das locações em apartamentos e 49,05% em casas, na maioria com garantia de pagamento do aluguel pelo fiador (45,13%). As outras modalidades de fiança foram o depósito de três meses do aluguel (27,94%), o seguro de fiança (18,84%), a caução de imóveis (6,07%), a cessão fiduciária (1,14%) e a locação sem garantia (0,88%).

O aluguel que mais subiu em maio foi o apartamento de dois dormitórios situado em bairro da Zona A. A alta de 34,76% puxou o aluguel de R$ 1.431,75 em abril para R$ 1.929,38 em maio. E foi também na Zona A que a pesquisa do Creci encontrou o aluguel que mais baixou - apartamentos de 4 dormitórios foram alugados em maio por R$ 4.500, valor 35,53% abaixo dos R$ 6.980 de abril.

Os descontos concedidos sobre os aluguéis originais aumentaram em quatro das cinco zonas de valor entre abril e maio - de 7,25% para 11,43% na Zona A (+ 57,66%); de 5,57% para 10,9% na Zona B (+ 95,64%); de 6,7% para 10,6% na Zona D (+ 58,21%); e de 11,57% para 13,57% na Zona E (+ 17,27%). Somente na Zona C o descontou diminuiu: passou de 12,89% para 8,79%, uma queda de 31,8%.

As novas locações de maio distribuíram-se entre a Zona C (42,61%), a Zona D (22,50%), a Zona E (13,91%), a Zona B (13,91%) e a Zona A (7,08%).

O número de imóveis devolvidos por inquilinos que desistiram de continuar a locação aumentou 5,12% em maio - as imobiliárias receberam de volta o equivalente a 91,02% do total de nova locações. Em abril, o percentual de devoluções fora de 86,59% das novas locações.

Estavam inadimplentes em maio 3,85% dos inquilinos com contrato em vigor nas imobiliárias pesquisadas, percentual 17,74% menor que os 4,68% registrados em abril.

Os fóruns da capital receberam em maio 2.476 ações judiciais envolvendo inquilinos e proprietários de imóveis, número 3,17% inferior aos 2.557 processos de abril. As ações renovatórias do aluguel baixaram 16,09% (de 87 para 73), as de rito sumário, 6,57% (de 883 para 825); e as de falta de pagamento, 1,37% (de 1.461 para 1.441). As ações que aumentaram foram as consignatórias (de 6 em abril para 8 em maio, + 33,33%) e as de rito ordinário (de 120 para 129, ou + 7,5%).

Preço médio do metro quadrado no Rio tem desvalorização no segundo trimestre
Já outro estudo, o DMI-VivaReal, com análises referentes a indicadores do setor imobiliário no segundo trimestre de 2015. O Rio de Janeiro apresentou a maior desvalorização do m² para venda (-3,64%) e a terceira maior no preço médio do m² para aluguel (-3,63%).

O Dados do Mercado Imobiliário (DMI) é o levantamento realizado pelo portal VivaReal com sua base de mais de 3 milhões de classificados. Neste trimestre, a amostra contemplou 30 cidades em diferentes regiões do País.

Os cinco bairros mais valorizados no período foram Marechal Hermes (+9,59%), Guaratiba (+8,78%), Cascadura (+7,56%), Lins de Vasconcelos (+6,70%) e Abolição (+6,28%). Entre os bairros mais caros, a Zona Sul se destacou com os cinco metros-quadrados mais elevados - Leblon (R$ 23.913/m²), Ipanema (R$ 21.111/m²), Lagoa (R$ 17.813/m²), Gávea (R$ 16.667/m²) e Jardim Botânico (R$ 16.406/m²). Na Ilha do Governador, Jardim Guanabara (+2,13%) e Tauá (1,19%), foram os bairros com maior valorização.

- Apesar da desaceleração do mercado e do crescimento abaixo da inflação na maioria das cidades, percebemos que o desenvolvimento do mercado imobiliário continua acontecendo em diversas regiões, impulsionado por questões microeconômicas. É o caso de Marechal Hermes, no Rio, bairro localizado próximo a Deodoro, que será sede de competições nas Olimpíadas - comenta Lucas Vargas, vice-presidente-executivo do VivaReal.

No segundo trimestre do ano, os bairros mais procurados para compra de imóveis foram Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Copacabana, Tijuca e Campo Grande. Quando falamos em aluguel, Copacabana, Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Ipanema e Tijuca foram os bairros preferidos pelos consumidores.

Ao analisar a oferta e a demanda de imóveis para venda, o Índice DMI-VivaReal mostrou desequilíbrio para preço e metragem. Enquanto 52% da demanda é por imóveis de até R$ 350 mil, a oferta não passa de 18%. Quando falamos em aluguel, o tamanho do imóvel é o item com maior descompasso: 77% dos consumidores buscam imóveis de até 100m², mas somente 46% dos imóveis disponíveis apresentam essa metragem.

No segundo trimestre do ano, Niterói apresentou valorização acima da inflação ? o valor médio do m² para venda valorizou em 2,08%, acima do indicador de inflação acumulado no período, 2,01% (IPCA). A cidade também apresentou desvalorização de -1,18% do m² para aluguel. Entre os bairros mais valorizados, o destaque ficou com Pendotiba (+4,11%), Charitas (+3,21%), Itacotiara (+3,15%), Fonseca (+2,45%) e Piratininga (+2,3%). Boa Viagem (R$ 9.545/m²), Charitas (R$ 9.474/m²), Icaraí (R$ 8.150/m²), São Francisco (R$ 7.494/m²) e Ingá (R$ 7.184/m²) são os cinco bairros com o m² mais caro de Niterói.

Os bairros mais procurados para compra de imóveis na cidade foram Icaraí, Fonseca, Santa Rosa, Itaipu e Barreto. Para aluguel, os mais requisitados foram Icaraí, Centro, Itaipu, Santa Rosa e Fonseca.
(MonitorMercantil)

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