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Santos-SP : Após boom imobiliário cai o número de empreendimentos

sexta-feira, 31 de julho de 2015


Prefeitura recebeu este ano apenas 13 projetos; turbulência econômica eleva estoque de imóveis na Cidade


Número de empreendimentos apresentou queda 


Nos últimos anos Santos viveu um boom de novos empreendimentos imobiliários. Foram 215 projetos que deram entrada na Prefeitura entre 2010 e 2014. O grande estoque desses imóveis somado com o cenário turbulento da economia nacional, no entanto, esfriaram o ânimo das construtoras. (Leia mais - Clique Aqui)

Dados da Secretaria de Infraestrutura e Edificações mostram que 2015 deverá fechar com o menor número de projetos apresentados no município. Até o momento foram 13 empreendimentos. E a conta deve parar por aí, acredita o órgão. O número está bem distante do registrado em 2010 e 2011, por exemplo, quando foram apresentados 72 e 68 novos empreendimentos, respectivamente.

“Em 2012 tivemos uma forte queda no número de pedidos, foram apenas 16. O estoque estava alto e os empresários aguardavam uma atualização da Lei de Ocupação de Solo. O cenário atual é semelhante, com a crise como agravante”, explica o secretário de Infraestrutura e Edificações, Ângelo José da Costa Filho.


Nos dois anos seguintes, 2013 e 2014, o número de projetos voltou a crescer, com uma pequena variação entre eles. Foram 32 e 27 solicitações, respectivamente.

O presidente da Associação de Empresários Construção Civil da Baixada Santista (Assecob), Gustavo Zagatto Fernandez, segue na mesma linha do secretário. “Até que este estoque seja reequilibrado, os empresários diminuirão o número de lançamentos ou investirão em segmentos onde o estoque seja menor”.

Fernandez, entretanto, não vê uma mudança na Lei de Ocupação de Solo como fator determinante para a queda no número de projetos apresentados neste ano.

“Como em tese as propostas de alteração da lei de uso e ocupação do solo são mais restritivas para a construção de novos empreendimentos, os empresários que possuem terrenos irão aprovar os projetos na atual legislação para evitar que a nova legislação prejudique os novos projetos”.

O presidente da Assecob acredita ainda que a última mudança da lei, que ocorreu em 2011, já restringiu as regras para a construção. Tal alteração colabora para o atual cenário, afirma ele.

“Como no segmento da construção civil os prazos para a definição de produtos, estudos e elaboração dos projetos é longo, os empresários do setor que possuíam áreas em estoque aprovaram os projetos das áreas que possuíam na legislação anterior e como existe um prazo para o início das obras, após a aprovação do projeto, os empresários estão hoje executando os projetos aprovados anteriormente ou, eventualmente, na atual legislação, que para os padrões do mercado imobiliário ainda é recente”.

Uma retomada no lançamento de novos projetos é esperada pelo setor nos próximos anos. “Muitos projetos foram aprovados pela Prefeitura, mas os empresários não buscaram as licenças. Estão aguardando”, afirma o secretário de Infraestrutura e Edificações.

Segundo Fernandez, com o atual cenário de instabilidade a confiança tanto dos investidores quanto dos possíveis compradores fica abalada, mas ele acredita na mudança.

“Com a redução do número de novos lançamentos, os estoques se equilibrarão e assim que passar este período turbulento de instabilidade, bem mais política do que econômica, o número de lançamentos aumentará”, finaliza.(ATribuna)

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