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Com crédito mais caro, empresas financiam e dão descontos

terça-feira, 7 de julho de 2015

O apetite dos consumidores por imóveis sofreu uma queda desde o início do ano, quando a crise financeira mostrou suas garras e os bancos passaram a criar mais restrições para oferecer crédito. As taxas de juros vêm subindo forte e as instituições estão mais restritivas na hora de concederem o crédito. A Caixa, que detém 70% do mercado imobiliário brasileiro, por exemplo, subiu os juros e limitou o tamanho dos empréstimos. Para imóveis usados, o banco só financia, desde maio, 50% do valor total. (Leia mais - Clique Aqui)

Não é que comprar a casa própria tenha deixado de ser prioridade, mas com um cenário econômico desfavorável, essa decisão tem sido adiada por muitas famílias. O comportamento de cautela já foi percebido pelo mercado imobiliário, que rapidamente adotou estratégias para atrair clientes e vender os estoques. Promoções e campanhas com o tom “a hora é do comprador” são anunciadas por construtoras, incorporadoras e imobiliárias do Estado.
O presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário, Juarez Soares, comenta que, para driblar a crise, as construtoras têm apelado para a criatividade. Muitas passaram a fazer o parcelamento diretamente e estão mais abertas a negociações, recebendo imóveis como entrada.


Para não ficarem com imóveis encalhados, construtoras dão até os armários
O vice-presidente da Federação Nacional dos Corretores de Imóveis, Ary Bastos, fala de momento de equilíbrio, o que, na avaliação dele, cria ótimas oportunidades. “Como o nível de confiança do consumidor está muito baixo, para vender as empresas estão dando descontos de até 30%, negociam entradas mais baixas, parcelam sem correção e dão benefícios como a montagem de armários.”
Em algumas empresas as ações são mais agressivas. Na Lorenge, se o cliente ficar desempregado, a construtora congela as parcelas por até seis meses, sem cobrar taxa. Além disso, garante que, quanto maior for o valor da entrada, maior será o desconto. “Muitas pessoas ficam em dúvida quando pensam em comprar a longo prazo. Por isso, temos uma série de vantagens”, explicou o presidente da Lorenge, José Elcio Lorenzon.
Bom momento
O diretor comercial da Argo, Fernando Vilela, observa que, neste ano, as negociações com os clientes aumentaram. Segundo ele, outro reflexo da crise foi o tempo para se fechar um negócio. “Antes, o cliente escolhia um imóvel e ia ao banco pegar o empréstimo. Agora, ele primeiro vê se consegue o crédito para então olhar o bem. Isso tem feito com que o tempo de compra seja maior.”

O economista Antônio Marcus Machado chama a atenção do consumidor para que ele não caia em armadilhas. “A economia está fragilizada demais, a empregabilidade reduzida e a tendência é que só melhore em dois ou três anos. Uma boa decisão é morar de aluguel, em local próximo do trabalho e do lazer, se possível”, orienta.
Por outro lado, esse é um ótimo momento para quem está com dinheiro na mão, ou seja, para aqueles que podem pagar quase tudo à vista. “É sempre uma boa forma de crescer economicamente, pois os imóveis tendem a se valorizar em períodos pós-crise.”
Com crise, crédito ficou mais restrito
O aumento das taxas de juros e a redução da cota de financiamento promovidos pela Caixa Econômica no início deste ano caíram como água gelada no mercado imobiliário. De março de 2013 até hoje, a taxa Selic, que baliza todo o mercado de juros no Brasil, avançou de 7,25% ao ano para 13,75% ao ano, ou seja, uma expansão de 89,6%.


Com demanda em queda, poder de negociação subiu
Nesse cenário, está mais difícil e caro tomar qualquer tipo de empréstimo. Por outro lado, diante das restrições impostas pelo banco público - que detém 70% do crédito imobiliário -, abriu-se um espaço para que outras instituições pudessem aumentar suas participações no mercado, ampliando a concorrência, o é sempre bom para o tomador.
A dica dos especialistas é pesquisar para encontrar as menores taxas e barganhar condições melhores junto aos financiadores. Construir relacionamento com a instituição, mantendo conta-salário ou ter produtos, como previdência privada, podem ajudar a reduzir o custo do empréstimo.
E toda “ajuda” é bem-vinda. Para se ter uma ideia, segundo a Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), o desconto de um ponto percentual num financiamento de
R$ 500 mil, pago em 30 anos, resulta numa economia de até R$ 124 mil.
Além de promover dois reajustes nas taxas de juros este ano, a Caixa reduziu, desde maio, o teto de financiamento dos imóveis usados. O limite passou de 80% para 50% no Sistema Financeiro de Habitação (SFH), e de 70% para 40% para imóveis no Sistema Financeiro Imobiliário (SFI).
Outros bancos mantiveram cotas maiores. O Banestes, por exemplo, financia até 90% do valor do imóvel. A regra vale para unidades novas e usadas de até R$ 650 mil. O Banco do Brasil também permite financiar até 90%, em um prazo máximo de 360 meses, com juros a partir de 9% ao ano.
Na Caixa, os juros de imóveis financiados com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo estão a partir de 8,64% ao ano. No Bradesco, imóveis de até R$ 750 mil podem ser financiados em até 30 anos, com juros de 9,5%. No Santander, as taxas são a partir de 10,1%, mais taxa referencial, mas podem melhorar de acordo com análise de crédito.
Condições ofertadas por bancos
Banco do Brasil
Financiamento de até R$ 585 mil
Financia até 90% do valor o imóvel - tanto novo quanto usado.
Prazo: em geral, é de até 360 meses. Para clientes com renda superior a R$ 8 mil, o prazo pode chegar a até 420 meses, mas o percentual financiado é reduzido para 60%.
Taxa de juros: a partir de 9,0% ao ano.
Caixa Econômica
Imóvel a partir de R$ 100 mil (com recursos do SBPE-SFH)
Financia até 80% do valor de imóveis novos no sistema SAC, em 420 meses, e até 50% pelo sistema Price, em 240 meses. Para imóveis usados, financia até 50% pelo Sistema SAC, com um prazo de 420 meses, e até 40% pelo sistema Price, num prazo de 240 meses.
Taxa de juros: a partir de 8,64% ao ano.
Banestes
Imóvel de até R$ 650 mil
Financia até 90% do valor do imóvel - tanto novo quanto usado.
Imóvel acima de R$ 650 mil
Financia até 80% do valor do imóvel.
Prazo: até 360 meses.
Taxa de juros: não informada.
Bradesco
Imóvel de até R$ 750 mil
Financia até 80% do valor do imóvel - tanto novo quanto usado.
Prazo: até 360 meses.
Taxa de juros: 9,50% ao ano
Itaú Unibanco
Imóvel a partir de R$ 106,6 mil
Financia até 75% do valor de avaliação do imóvel residencial, com valor mínimo de R$ 80 mil, seja novo ou usado.
Prazo: até de 360 meses
Taxa de juros: não informada
Santander
Imóvel a partir de R$ 40 mil
Financia até 80% do valor do imóvel
Prazo: até 420 meses
Taxa de juros: a partir de 10,1%, mais Taxa Referencial (TR)
Fonte:AGazeta/ES)

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