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Trinta dias após Caixa dificultar crédito, setor imobiliário recua

segunda-feira, 8 de junho de 2015


Imobiliárias e correspondentes bancários relatam estagnação do mercado em Belo Horizonte


Em espera. Apesar de investimentos do setor terem crescido, medida da Caixa em restringir o crédito afetou o mercado em BH

Com os bancos mais criteriosos para conceder financiamentos e o consumidor receoso e inseguro com a economia do país, o mercado imobiliário passa por uma crise em Minas. O setor, que já vinha acumulando prejuízos nos últimos meses, pode sentir novos baques, principalmente depois que a Caixa Econômica Federal (CEF) alterou as regras para os empréstimos imobiliários. Pouco mais de um mês após as mudanças, os resultados já começam a ser sentidos no mercado, como comprova o correspondente bancário R.F. Somente em maio, ele viu seu negócio despencar 20% em relação ao mesmo mês de 2014, segundo ele, em função da dificuldade dos clientes em conseguir novos financiamentos.
“O mercado está parado já pela crise, mas complicou ainda mais por causa da Caixa, que reduziu o limite de financiamento dos imóveis, principalmente dos usados. Os critérios estão mais rígidos, mas afetam mais os que têm renda informal”, contou o correspondente, proprietário de uma empresa que faz intermediação entre os clientes interessados em financiar imóveis e os bancos. Até o último mês, a Caixa detinha 70% de todos os financiamentos de imóveis no país.

Pelas regras, os financiamentos com recursos da poupança (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) tiveram uma redução do limite total financiado de 80% para 50% do valor do imóvel no Sistema Financeiro de Habitação (SFH), e de 70% para 40% para imóveis no Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), pelo Sistema de Amortização Constante (SAC). Com as mudanças, quem comprar um imóvel usado pelo SFH tem que dar uma entrada de no mínimo 50% e financiar a outra metade. Antes, a entrada mínima era de 20%. No caso do SFI, o valor mínimo da entrada passou a ser de 60%, para o consumidor financiar os outros 40%.

As imobiliárias estão amargando com a falta de compradores. Segundo o dono de imobiliária que atua no bairro Castelo, uma das regiões de maior oferta de imóveis na capital, as vendas estão paradas. “A procura está muito baixa na região. Os empreendimentos passaram por uma grande valorização, mas a renda dos consumidores não acompanhou”, avalia.

Para o diretor de projetos do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Renato Ferreira Machado Michel, o mercado imobiliário é altamente dependente de financiamentos. “Para se manter, o setor necessita de um cenário mais previsível, que o leve a voltar a crescer. É preciso regras claras que influenciem as decisões tanto do empresário que quer investir, tanto nas de quem quer comprar um imóvel”, avalia.

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