Editoria de Arte
A compra da casa própria ficou mais difícil para quem pensa em adquirir um imóvel usado. Começaram a valer nessa segunda-feira (4) as novas regras para financiar a casa própria pela Caixa Econômica Federal.

A mudança afeta os contratos de financiamento de imóveis usados e exige da maioria dos compradores uma entrada de pelo menos metade do valor do imóvel para fechar o negócio.
Quem comprar pelo Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI) – para imóveis avaliados em mais de R$ 750 mil – tem de desembolsar, à vista, 60% do valor. O banco financia os 40% restantes. Antes, a Caixa exigia uma entrada de apenas 30%.

Já a as compras pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH), para imóveis de até R$ 750 mil, precisam de uma entrada de 50% do valor.

Antes, a exigência era de apenas 20%. As mudanças valem para os contratos que seguem o Sistema de Amortização Constante (SAC), em que a prestação vai caindo ao longo do tempo.
A mudança na cota a ser financiada foi anunciada pela Caixa menos de um mês após o banco elevar os juros e aumentar as exigências do financiamento da casa própria. A Caixa é responsável por 70% dos empréstimos para casa própria do país.

Cenário
Para o diretor executivo de Estudos e Pesquisas Econômicas da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira, as mudanças contribuirão, ainda mais, para o aumento do grau de dificuldade para adquirir um imóvel.
A entrada para um apartamento usado de R$ 500 mil, por exemplo, saltou de R$ 100 mil para R$ 250 mil.

O executivo também salienta que, com as novas regras da CEF, a tendência é de procura por outras instituições bancárias para operações de financiamento.
“Em um primeiro momento, a tendência é de que as taxas permaneçam inalteradas mas, posteriormente – devido ao aumento da demanda – a expectativa é que ocorra aumento de juros”, avalia.

Especialistas também já têm apontado o consórcio como uma opção para o curto e médio prazo.(HojeemDia)