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BH: Imóvel à venda não cabe no orçamento dos compradores

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Valores começam a “voltar à realidade” na capital




Existe um descompasso entre o preço que o morador de Belo Horizonte pode pagar pelo apartamento e o que é ofertado pelo mercado imobiliário. De acordo com os Dados do Mercado Imobiliário (DMI) do portal de anúncios de imóveis do VivaReal, a maior parte das buscas (65%) é por imóveis de até R$ 350 mil. Entretanto, segundo o vice-presidente comercial do site, Lucas Vargas, apenas 32% das ofertas atendem a essa faixa. “A maioria dos imóveis disponíveis, 55%, estão na faixa de R$ 351 mil a R$ 1 milhão”, observa.

Para o diretor da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), Frederico Padovani, existe uma distância entre o valor que o comprador quer pagar pelo imóvel e o valor que o proprietário deseja vender. “Algumas pessoas querem barganhar, mas sem ter o capital. Se o comprador puder pagar à vista, ele pode negociar. O desconto médio que tenho visto no mercado está na casa dos 5%. Em alguns casos esporádicos, dependendo da necessidade do vendedor, pode chegar a 8%, mais não é o mais comum”, observa.
Ele afirma que os preços dos imóveis estão voltando para os patamares reais, o que para o vendedor pode dar a falsa sensação de perda. “Um imóvel que, por exemplo, valia R$ 500 mil, estava sendo ofertado no mercado por R$ 560 mil. Agora, ele é oferecido por R$ 520 mil. Parece que o preço caiu R$ 40 mil, mas é que na verdade, ele não valia os R$ 560 mil. É que nos últimos anos, os preços se elevaram demais”, analisa.
Além da dificuldade de encontrar um imóvel que caiba no orçamento do comprador, o mercado em 2015, na avaliação de Vargas, terá muitos desafios em razão da economia pouco favorável. “A inflação está alta, bem como os juros, e ainda há o clima de insegurança, tudo isso interfere na demanda. Agora, apesar disso, os preços dos imóveis não vai cair. O cenário é de estabilidade”, diz.
A estabilidade de preços dos imóveis em Belo Horizonte também é defendida pelo diretor da CMI/Secovi-MG. “Os imóveis devem acompanhar a inflação, não vão cair de preço. É claro que a redução de preço pode acontecer em alguns casos, mas não é geral”, frisa.
Ele ressalta que os negócios continuam acontecendo, porém o clima entre os compradores é de insegurança em razão da economia e da política. “A inflação e os juros estão mais altos e isto impacta na decisão de compra”, diz.(OTempoBH)

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