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Mercado imobiliário passa por oscilações na oferta em BH

quarta-feira, 18 de março de 2015


Foram lançadas 4.243 unidades, mas momento é de equilíbrio


Estabilidade. Preços devem ficar estáveis, a exemplo de 2014

Depois de recuo de 42% no número de apartamentos lançados pelas construtoras e incorporadoras em Belo Horizonte em 2013 na comparação com o ano anterior, o número voltou a crescer no ano passado. Em 2014, 4.243 unidades novas foram ofertadas no mercado, 30,2% a mais que em 2013 (3.259 unidades). Em 2012, o número tinha sido bem maior, 5.620, conforme levantamento da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG). A base de dados inclui as 23 maiores empresas imobiliárias que atuam na capital mineira, que são responsáveis por cerca de 80% dos lançamentos imobiliários na cidade.

Apesar da melhora, os lançamentos de 2014 foram inferiores aos de 2010 (9.380) e 2011 (10.124). “Não temos mais o boom imobiliário, o momento é de equilíbrio, normalidade”, diz a arquiteta Claudia Bocchile, responsável pela pesquisa feita em parceria com a Geoimovel.

Em 2014, o levantamento mostra que as unidades com valor entre R$ 301 mil e R$ 500 mil foram as que tiveram o maior volume de lançamentos (1.226 apartamentos). De acordo com ela, a redução dos lançamentos nos últimos anos foi necessária para que houvesse a redução de estoques. “Se não fosse feita, haveria encalhes”, frisa.

O presidente da CMI/Secovi-MG, Otimar Bicalho conta que, desde 2012, o número de vendas tem superado o de lançamentos. Ele observa que, entre 2010 e 2011, foram colocados à venda quase 20 mil apartamentos novos, aumentando os estoques.

Nos últimos três anos, a quantidade de unidades em estoque acumulado vem caindo. Em 2011, havia 10.095 unidades disponíveis; no fim de 2014, eram 4.894, e, atualmente, são 4.320.

De acordo com o levantamento, as vendas de apartamentos em BH cresceram cerca de 3%. Foram 5.547 apartamentos novos comercializados em 2014 na comparação com o ano anterior (5.387). Considerando o valor geral de vendas (VGV), os lançamentos de 2014 somaram em torno de R$ 1,75 bilhão e as vendas efetivadas chegaram a cerca de R$ 2,5 bilhões. Para Cláudia, ajudou na comercialização a estabilidade de preços, o que também deve acontecer neste ano. “No muito, o que vai acontecer com os preços é acompanhar a inflação”, diz.

Para ela, preços de apartamento em queda são casos isolados. “É questão de oportunidade se comprador tiver dinheiro para barganhar, mas não é uma tendência”, diz.



Cidade de SP
Queda. Conforme o Secovi-SP, a venda de imóveis caiu 77% em janeiro deste ano em relação a dezembro do ano passado. Frente a janeiro de 2014, também houve baixa nas vendas, de 28%.

Crise afeta mais os comerciais
Os imóveis comerciais são mais suscetíveis à crise, conforme a pesquisadora do mercado imobiliário Cláudia Bocchile. “Não dá para ficar sem lugar para morar. Já o imóvel voltado para os negócios, muitas vezes, pode ser adaptado pelos pequenos empreendedores, com o home office ou nos fundos de casa”, observa. Os lançamentos no ano passado em Belo Horizonte somaram 435 – 70,7% menor que em 2013 (1.485). Em 2012, o total foi ainda maior: 1.604. Já para locar, há casos de aluguel grátis por um ano. (Otempo-BH)


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