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IMÓVEL: RENDIMENTO É BAIXO EM 2015

terça-feira, 31 de março de 2015

Quem tiver dinheiro na mão para comprar um imóvel para morar pode fazer um bom negócio aproveitando o desaquecimento do mercado.
Por outro lado, quem pretende investir em um segundo imóvel com o objetivo de ganhar com a valorização ou com a renda de aluguel dificilmente conseguirá ganhar muito além da inflação, afirmam especialistas.
O índice geralmente usado para reajustar os contratos de locação, o IGP-M, tem subido abaixo da inflação oficial, medida pelo IPCA. A expectativa dos especialistas é que a valorização dos imóveis, tanto novos quanto antigos, acompanhe a inflação, o que significa ganho real (acima da inflação) baixo para o investidor.

“Não é um bom momento para a pessoa comprar esperando a valorização para ganhar na diferença de preço”, disse Marcelo Prata, presidente do Canal do Crédito, site de comparação de produtos financeiros.
O aluguel perde até para a poupança entre alternativas de investimento pelos próximos 12 meses após desconto de Imposto de Renda.

Já para quem pretende comprar para morar - e portanto, não vê como prioridade retorno financeiro imediato na aquisição - há oportunidades de compra em três frentes principais, diz Celso Amaral, diretor da Geoimovel, empresa de monitoramento imobiliário.
De construtoras com estoques cada vez maiores, precisando vender, de pessoas que compraram unidades na planta e não terão condições de arcar com o financiamento, e de proprietários querendo vender para fazer caixa.

“Se o comprador tem o dinheiro na mão, consegue fazer um bom negócio na compra da moradia, com desconto de 30% a 35% em imóveis novos”, disse.


 Busca por imóvel
A assessora Priscila Silva, 40, pretende aproveitar a oportunidade para se mudar. Com um imóvel quitado na Chácara Santo Antônio (zona Sul de São Paulo), ela busca um apartamento maior ou uma casa de vila. “Meu marido e eu estamos olhando oportunidades e tentando conseguir um desconto”, diz.

Já para quem tem só o dinheiro da entrada é melhor continuar no aluguel pelo menos até 2016, afirmam consultores. Isso porque o cenário para 2015 é de elevação dos juros, o que deve aumentar os custos dos financiamentos.
O planejador financeiro Ricardo Gomes da Silva diz que, em tempos de juros altos, deixar o dinheiro bem aplicado pode cobrir com folga o gasto com o aluguel e ainda inteirar o valor da entrada, ou mesmo do pagamento à vista de um imóvel no futuro.

“Compensa ficar no aluguel e aplicar a diferença entre aluguel e a parcela de um eventual financiamento”, diz. “Com isso, é possível comprar o imóvel à vista em menos da metade dos 30 anos de um financiamento tradicional.”
“Os imóveis vagos são muitos e o aluguel está pressionado para baixo. Isso só reforça a visão de que vale a pena ficar no imóvel alugado com o objetivo de comprar outro”, acrescenta. 

Entrada deve ficar em aplicação de baixo risco.

O dinheiro reservado ao pagamento da entrada de um imóvel deve ser mantido em aplicações de baixo risco. A poupança, que teve perda real de 0,64% em fevereiro -ou seja, perdeu para a inflação-, é uma opção a ser considerada se o horizonte de tempo for de até um ano, diz o planejador financeiro Ricardo Gomes da Silva.
 Acima desse prazo, o ideal é buscar outras aplicações conservadoras, em especial as que seguem os juros do governo (taxa Selic) como as LCI (Letras de Crédito Imobiliário, isentas de Imposto de Renda), fundos DI com taxa baixa de administração e os CDB (Certificados de Depósitos Bancários) pós-fixados.
Há ainda a versão prefixada (com taxa de retorno determinada no momento da compra) desses investimentos, que costumam ter taxas maiores para compensar o risco de alta dos juros.
Ainda na renda fixa, os títulos públicos são uma alternativa que tem dado bom retorno, afirma o planejador Ricardo Gomes da Silva.
“O investidor pode montar um planejamento em cima do Tesouro Direto. As NTN-B (Nota do Tesouro Nacional Série B), que são remuneradas por juros mais correção pelo IPCA (índice oficial de inflação), são indicadas no atual momento de aumento do custo de vida”, diz.
Já a renda variável deve ser evitada, a não ser em casos em que o horizonte de tempo do investidor seja acima de cinco anos. Nesse caso, uma opção para diversificar é aplicar em ETF (fundo com cota negociada na Bolsa), que replica um índice setorial, como de bancos e infraestrutura. Produtos atrelados ao setor imobiliário, como fundos imobiliários, devem ser evitados. A razão é que uma desaceleração do mercado pode provocar uma desvalorização desses ativos. (DaFolha)

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