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Imóvel tem a menor alta em 5 anos...

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Estoques. Setor já começa a se preocupar com estoques altíssimos de imóveis; construtoras pretendem lançar menos produtos em 2015
Os imóveis no Brasil subiram praticamente o mesmo que a inflação em 2014. O índice foi de 6,7% na comparação entre dezembro de 2014 e o mesmo mês de 2013, segundo a pesquisa da Fipe Zap sobre preço de imóveis anunciados. Em Belo Horizonte, o aumento foi maior que o índice nacional e alcançou 8,5%. Porém, a desaceleração fica evidente quando comparado com o mesmo período do ano anterior, que foi de 10,47% de alta na capital mineira. Trata-se da menor valorização em cinco anos no país.
“Foi um período especulativo que passou. Entre 2007 e 2012, o imóvel virou um bom investimento financeiro, quando ele sempre foi um bom investimento patrimonial. Agora isso acabou, voltamos à realidade histórica do mercado, que sempre foi acompanhar a inflação. Antes, ficava entre 20% a 25% acima dela”, afirma Alexandre Gribel, diretor presidente da Morus Imóveis, que atua no mercado de Belo Horizonte.
Para o vice-presidente da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI-Secovi/MG), Flávio Galizzi, os dados demonstram a estabilidade do setor, mas não vê uma queda brusca nos preços. “É a estabilidade do setor que percebemos no ano passado. A tendência é que nos próximos anos o preço continue um pouco acima da inflação. Foram cerca de seis anos de crescimento especulativo e agora teremos cerca de quatro anos de estabilidade”, completa.
Esta também é a leitura do diretor da área de imobiliária do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Bráulio Franco Garcia. “Tivemos um período que foi de atender uma demanda reprimida. Isso fez com que os terrenos ficassem mais caros, a mão de obra ficou mais cara e, por consequência, os imóveis também. Este tempo já passou”, diz Bráulio. Para o diretor do Sinduscon-MG, em 2015 o mercado imobiliário seguirá “linear”. “Não vai haver um crescimento como nos anos passados, mas não terá declínio”, diz.
Além do recuo dos preços, também está diminuindo o ritmo de lançamentos. “O número de lançamentos deve diminuir para que o estoque caia ao longo do tempo”, avalia Galizzi.
“No bairro Castelo estamos com um estoque altíssimo, mas não vejo queda de preço”, diz o proprietário da Imobiliária Bontempo, Sérgio Bontempo. “A diminuição dos lançamentos pode causar desemprego no setor”, opina Bráulio Garcia. “No segundo semestre de 2014, já começou. As construtoras estão absorvendo menos mão de obra porque pretendem lançar menos produtos”, conclui.
Legislação
Mais caroPara o empresário Alexandre Gribel, mudanças na lei de ocupação do solo pela prefeitura podem fazer os imóveis encarecerem. “Só vai subir muito além da inflação se mudar a lei”, diz.
BH é a sexta cidade onde mais subiu

Belo Horizonte foi o sexto município onde o imóvel mais subiu em 2014, segundo a pesquisa da Fipe Zap sobre preço de imóveis anunciados, com um aumento acumulado de 8,5%.

A capital com maior variação de preço entre as 20 cidades pesquisadas foi Goiânia com 12,7%, seguida por Vitória, 11,8%. No Rio de Janeiro, os preços subiram 7,6% e, em São Paulo, 7,3%.

A única cidade em que houve queda no preço foi Brasília, com -0,3%.(OTempoBH)

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