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Aumento de financiamentos faz venda de imóvel usado crescer 45,85%em SP

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015


O total de imóveis usados vendidos na capital nesse período, elevou o índice de vendas de 0,1466 em agosto para 0,2139 em setembro. As imobiliárias venderam 59,15% em apartamentos e 40,85% em casas. Os preços médios do m2 dos imóveis negociados pelas imobiliárias consultadas caíram 4,85% em relação a agosto. O Creci-SP consultou 332 imobiliárias em setembro.

O crescimento nas vendas foi puxado pela expansão de 22 pontos percentuais no volume de financiamentos bancários, que passou de 54% do total de unidades vendidas em agosto para 76,06% em setembro. A Caixa Econômica Federal respondeu, sozinha, por todo o crédito concedido aos compradores de imóveis usados no mês. A pesquisa Creci-SP não registrou vendas feitas com financiamentos de outros bancos, públicos ou privados. As vendas à vista representaram 22,54% do total e a participação dos consórcios foi de 1,41%.

O presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto, mostra preocupação com a concentração dos financiamentos na CEF.

- É o segundo mês seguido que a pesquisa não registra financiamentos de outros bancos e esse fato acende luz amarela no mercado porque não é possível sustentar vendas dependendo apenas da Caixa - afirma.

As hipóteses que ele imagina para a ausência dos bancos privados, especialmente, são relacionadas a um maior rigor na seleção de crédito e a dificuldades orçamentárias das famílias interessadas em comprar casa própria.

- O ano foi de aperto financeiro generalizado e os bancos passaram a ter cuidado redobrado com a inadimplência presente e futura, e também podem ter represado a concessão de empréstimos imobiliários para os imóveis usados para análise mais detalhada do perfil dos tomadores, retardando a concessão - argumenta Viana Neto, mas observando que, seja qual for o motivo, “os bancos têm compromisso com o financiamento de imóveis, tanto novos quanto usados, e não podem se furtar a cumprir seu papel social de agentes do desenvolvimento”.

Casas e apartamentos com valor médio final de até R$ 400 mil representaram 64,79% das vendas efetivadas nas 332 imobiliárias que o Creci-SP consultou em setembro. Segmentadas por faixas de valor, predominaram as vendas nas faixas de até R$ 5 mil o metro quadrado, com 56,06% do total.
Os descontos que os proprietários concederam sobre os preços originais de venda foram, na maioria, menores em setembro. Sobre agosto, a queda foi de 31,51% na Zona B (de 7,3% em agosto para 5% em setembro); de 14,89% na Zona E (de 4,7% para 4%); e de 9,09% na Zona D (de 2,2% para 2%). Os descontos aumentaram 33,33% na Zona A (de 1,5% para 2%) e 30,43% na C (de 4,6% para 6%).

O imóvel que mais se valorizou em setembro na capital foi o apartamento de padrão médio com mais de 15 anos de construção localizado em bairros da Zona A, como Alto da Boa Vista, Itaim-Bibi e Jardins. O preço médio do metro quadrado subiu 30,17%, de R$ 6.461,38 em agosto para R$ 8.410,71 em setembro.

Já a maior queda no preço ocorreu no segmento de casas, onde as de padrão médio construídas há mais de 15 anos e situadas em bairros da Zona D, como Água Rasa, Liberdade e Limão, foram vendidas em média por R$ 2.136,67 o metro quadrado. Esse preço é 28,8% inferior aos R$ 3.001,07 de agosto.

Locação tem expansão de 22,85% em setembro, o melhor resultado do ano

A locação de imóveis residenciais na capital teve em setembro o seu melhor mês do ano, segundo mostram os resultados das pesquisas mensais feitas pelo Creci-SP. O número de locações representou um aumento de 22,85% em relação a agosto ao fazer o índice de locação passar de 1,1818 para 1,4518. Os valores médios dos aluguéis em setembro baixaram 6,42% em comparação com agosto.

Os imóveis mais alugados em setembro pelas 332 imobiliárias consultadas pelo Creci-SP, com 49,59% dos contratos, foram os que tinham aluguel mensal até R$ 1.000. Os descontos concedidos pelos proprietários sobre os valores originalmente pedidos pelo aluguel variaram de 7% na Zona D a 11,67% na Zona A.

O aluguel que mais aumentou em setembro foi o de apartamentos de um dormitório situados em bairros da Zona C. O aumento foi de 30,80% com o aluguel médio passando de R$ 976,67 para R$ 1.277,50. O aluguel que mais baixou foi o de casas de três dormitórios localizadas em bairros da Zona B. A queda foi de 38,97%, com o aluguel médio baixando de R$ 2.660 em agosto para R$ 1.623,505 em setembro.

A pesquisa Creci-SP apurou que o fiador foi adotado como garantidor dos pagamentos do aluguel em casa de inadimplência dos inquilinos em 48,55% das novas locações de setembro. O seguro de fiança foi responsável por 17,84% dos novos contratos de locação e o depósito de três meses de aluguel por 29,05%. Alugaram-se 4,56% dos imóveis com caução imobiliária.

A inadimplência em setembro baixou 0,44% na comparação com agosto, com o percentual de devedores reduzindo-se de 2,29% para 2,28%. As 332 imobiliárias que o Creci-SP pesquisou receberam um volume de chaves equivalente a 82,78% das novas locações. Esse índice foi 14,24% maior que o apurado em agosto.
Inquilinos e proprietários propuseram em setembro um total de 4.515 ações nos Fóruns da capital, número 10,93% maior que as 4.070 ações de agosto.

As ações por falta de pagamento aumentaram 3,07% (de 1.305 para 1.345); as de rito sumário cresceram 17,14% (de 2.480 para 2.905 ações); houve expansão de 24,69% no número de ações renovatórias (de 81 para 101); e de 8,33% nas ações consignatórias (de 12 para 13).

Houve queda apenas nas ações ordinárias, que baixaram 21,35% de agosto para setembro (de 192 para 151 ações).
(MonotorDigital)

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