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BH: Bos opções para quem ainda adora morar em casas

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

A preferência por espaços amplos, com áreas verde e de lazer exclusivas para a família, é uma das razões de o consumidor abrir mão de comprar um apartamento

É raro ouvir alguém dizer que quer morar em casa. O que não significa que não existam mais mineiros interessados em ter um quintal. Muitos descartam a possibilidade de ocupar edifícios, pois preferem espaços amplos, áreas verde e de lazer exclusivas para a família. Apesar da grande demanda por empreendimentos imobiliários, Belo Horizonte ainda reserva boas alternativas para os amantes de casa.

O diretor da D-Filippo Netimóveis, José De Filippo, observa que a oferta de casas à venda aumentou nos últimos anos. Isso porque houve uma valorização dos terrenos em áreas onde a Lei de Uso e Ocupação do Solo permite a construção de empreendimentos imobiliários e os proprietários começaram a enxergar a possibilidade de fazer um bom negócio. Além disso, o especialista destaca que muitos clientes decidem comprar uma casa em condomínios fechados em busca de mais tranquilidade, ou então optam pela praticidade de um apartamento. “Em muitos casos, são pais cujos filhos saíram de casa e, como ficam sozinhos, eles preferem comprar um imóvel menor, para aproveitar mais a vida, viajar e curtir a aposentadoria”, diz.


A Rede Netimóveis tem para vender quase 5 mil casas, que atendem aos mais diversos públicos. Alguns bairros tradicionalmente concentram residências unifamiliares, como Mangabeiras, Belvedere, São Bento, Santa Lúcia e Floresta, o que não exclui a procura em outros pontos da cidade. “Muitas pessoas buscam casas em bairros onde os terrenos têm limitação para a construção de edifícios, porque, consequentemente, elas não terão preços tão elevados”, aponta De Filippo. A Pampulha é um dos exemplos.

Na hora de vender uma casa, Cássia Ximenes precisa ser ainda mais assertiva. “O mercado é amplo, mas temos que trabalhar de maneira diferente. Não posso colocar uma casa na prateleira esperando que um cliente venha encontrá-la. Tenho que ir aonde ele está.” A diretora de Vendas da Silvo Ximenes Imóveis entende que é preciso procurar o comprador certo, pois cada casa tem um público específico. Um imóvel com piscina na área interna, por exemplo, não é indicado para crianças, enquanto o que tem piscina com raia pode ser perfeito para quem pratica natação. Muitas vagas de garagem costumam despertar o interesse de uma família numerosa, mas casa com biblioteca com pé-direito duplo certamente chamará a atenção de quem gosta de ler.

LAZER 

Em comum, as pessoas que escolhem morar em casa buscam mais espaço para cultivar seu próprio jardim, ter a companhia de animais, receber os amigos e desfrutar de momentos de lazer com privacidade. Há ainda profissionais liberais que querem esse tipo de imóvel para conciliar moradia com local de trabalho. “A escolha depende do desejo e do bolso. Tem casa que chega a custar dois dígitos de milhões”, afirma Cássia. Enquanto o metro quadrado no Clube dos Caçadores, condomínio de casas no Mangabeiras, é um dos mais caros, existem projetos mais populares, como de casas geminadas, em outras regiões da cidade.


Como em toda cidade grande, é normal ver casas sendo substituídas por prédios, o que José De Filippo acredita estar diretamente relacionado ao coeficiente de aproveitamento dos terrenos. “Esse seria o caminho natural em Belo Horizonte, se a Lei de Uso e Ocupação do Solo não estivesse mudando tanto. Daqui a algum tempo não será possível construir edifícios em certos terrenos e a tendência é de que eles fiquem cada vez mais caros.” O diretor da D-Filippo Netimóveis se refere à proposta da prefeitura de limitar para 1 o coeficiente de aproveitamento de todos os lotes da cidade. O índice hoje varia de 0,3 a 3.(EM/LugarCerto)

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