Tudo isso já aparece no dia a dia das imobiliárias. De acordo o diretor da Alphasul Consultoria Imobiliária, Márcio Tavares Lanna, elas já são responsáveis por 35% dos contratos firmados na empresa. “A primeira triagem, o primeiro contato com a imobiliária, é feito pela esposa. Ela é mais atenta aos detalhes. Verifica a localização, a mobilidade para levar as crianças para a escola, para as compras. Condomínios fechados estão entre as preferências das mulheres com filhos. Elas prestam atenção, também, aos detalhes como distribuição dos cômodos e o número de armários”, explica Lanna.
Quando a mulher gosta e leva o marido e os filhos para uma segunda visita, a chance de o negócio ser fechado é grande. Já as solteiras têm o perfil bastante parecido com o dos homens também solteiros. Proximidade de centros comerciais e do trabalho são itens cada vez mais valorizados. “Aos poucos começam a aparecer as que querem o imóvel como investimento, mas esse perfil ainda é minoritário”, afirma o diretor.
Apesar de serem consideradas consumidoras de menor risco, as mulheres não têm vantagens na concessão de crédito imobiliário e nem no valor dos seguros. Entretanto, com mais paciência do que os homens, muitas vezes conseguem negociar melhor. “As mulheres, quando tem tempo, conseguem barganhar condições melhores para o negócio. Embora seja difícil conseguir redução de preço, prazos e condições são negociáveis em muitos casos”, aponta o executivo.
Para agradar essa cliente cada vez mais exigente e com poder de negociação o corretor deve estar preparado. Mostrar imóveis fora do padrão solicitado ou em outra região da cidade é uma estratégia equivocada, e que pode por a venda a perder. “As mulheres, no geral, gostam de ser atendidas por outras mulheres. Elas se entendem sobre necessidades e anseios e não raramente formam amizades partir desse contato. Fazemos questão de ter no nosso quadro um time de mulheres muito bem preparadas”, garante..(DiáriodoComércioMG)