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Vetor Norte - a nova promessa do mercado imobiliário

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Morar em condomínio no chamado Vetor Norte, integrado pelas cidades de Santa Luzia, Vespasiano, Pedro Leopoldo, Confins e Lagoa Santa, está mais caro a cada dia. Apesar da enorme oferta de terrenos, os preços inflacionaram mais de 500% nos últimos cinco anos, de acordo com corretores da região. O motivo é a migração das classes médias e alta para a região desde que os investimentos públicos do Estado foram direcionados para lá.

A inauguração da Cidade Administrativa do Governo de Minas, às margens da recém-reformada rodovia MG-010, e o projeto da Aerotrópolis (que pretende transformar o entorno do Aeroporto de Confins em um grande centro empresarial e de serviços), fizeram o mercado imobiliário da região explodir.

O corretor imobiliário Mauro Andrade, que há 10 anos atua no segmento, conta que, na cidade de Lagoa Santa, o valor dos terrenos foi catapultado. “Há cinco anos, o metro quadrado era vendido à média de R$ 80,00 em condomínios residenciais. Hoje, o preço está entre R$ 350,00 e R$ 380,00, podendo chegar a R$ 2 mil para pontos comerciais”, revela. “Temos cerca de 70 condomínios na cidade e o menor valor para um lote de 360 m² é R$ 100 mil”, ressalta o corretor.

Para especialistas do setor, a tendência atual é de desaceleração dessa valorização, já que grande parte do desenvolvimento prometido para região implica em obras que são de longo prazo. Astrid Dias, Diretor Executivo da Associação dos Desenvolvedores do Vetor Norte (Avnorte), ressalta que o momento de super aquecimento do mercado já passou.

“No último trimestre, vivemos um momento de adequação dos preços à realidade, depois de um período de altíssima especulação. Até porque o desenho de crescimento para o Vetor Norte é pensado para 30 anos e já começou há uma década”, diz.

A estabilização, porém, não virá por esfriamento da demanda. Vinícius Araújo, Diretor Secretário do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Minas Gerais (Creci-MG), afirma que a região continua sendo a “bola da vez” do mercado imobiliário da região metropolitana. “O Vetor Norte, se comparado, é favorecido até pela topografia. Nele há espaço farto para empreendimentos, sem falar que a capital já está bastante estrangulada”, diz. “O realinhamento de preços pelo qual passa o mercado é um momento de fôlego. Com certeza o setor vai continuar crescendo. É questão de tempo”, completa Araújo.

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