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Oferta de imóveis em BH recua em julho

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Número de unidades comerciais cai 7,43%, enquanto que no segmento residencial foi registrada queda de 4,33%


Os preços cobrados ficaram praticamente estáveis/Alisson J. Silva
Embora continue alta, a oferta de imóveis para locação em Belo Horizonte caiu em julho na comparação com junho. No mês passado, houve queda de 7,53% no número de unidades comerciais disponíveis, enquanto que no segmento residencial foi registrada redução de 4,33%. Por outro lado, os preços cobrados permaneceram praticamente estáveis, com aumentos de 0,29% e de 0,41%, respectivamente.

Os dados são da pesquisa mensal realizada pela Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG) e pelo Instituto de Pesquisas Econômicas e Administrativas (Ipead), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

No acumulado dos sete primeiros meses deste ano, houve crescimento de 3,91% na oferta de imóveis comerciais na Capital e de 7,68% na de residências. Já nos últimos 12 meses, os acréscimos foram de 54,34% e 36,25%, respectivamente.

De acordo com a vice-presidente da entidade, Cássia Ximenes, a oferta está estabilizada e a tendência é de acomodação dos preços. "No caso dos imóveis comerciais, nós tínhamos uma demanda reprimida no mercado há alguns anos que foi sendo suprida e a procura se acomodou", afirmou.

Porém, segundo ela, a locação de imóveis para comitê de campanha política pode ter favorecido a queda na oferta verificada no mês passado. "Não temos números que comprovem isso. Mas é comum esse tipo de demanda em ano eleitoral", disse.

Média - Em julho, o aumento no valor médio dos imóveis comerciais (0,41%) superou a variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que ficou de 0,1% no período. No acumulado de 2014, no entanto, o incremento foi de 3,98%, ficando abaixo da taxa de inflação no mesmo intervalo, de 4,38%. Já nos últimos 12 meses, a variação nos preços foi de 6,67%, um pouco abaixo da inflação, de 6,73%.

Cássia argumenta que, com o aumento registrado no mês passado, houve diminuição da diferença entre a valorização acumulada do aluguel e a inflação no período. No mês passado, os preços de aluguéis comerciais apresentaram as seguintes variações: andares corridos (0,32%), casas comerciais (0,29%), galpões (0,78%), lojas (0,39%) e salas (0,41%).


A média dos aluguéis dos comerciais é de R$ 14,93 o metro quadrado para andar corrido em bairros populares; R$ 19,27 nos de médio padrão; R$ 22,21 o o metro quadrado nos de alto padrão e R$ 42,10 o metro quadrado nos de luxo. Uma loja de frente, por exemplo, tem valor médio de R$ 18,22 o metro quadrado em bairros de padrão popular; R$ 21,44 nos de médio; R$ 32,08 nos de alto e R$ 48,54 nos de luxo.

"Os aluguéis dos imóveis comerciais reagiram. Embora a economia esteja praticamente estagnada, as pessoas continuaram alugando e concretizando seus planos", ressaltou.

Já a variação geral por tipo de residência indica elevações para apartamentos (0,24%), barracões (0,39%) e casas (0,74%). Segundo as classes de bairros, os aluguéis de apartamentos, principal tipo imobiliário, apresentaram as seguintes variações: popular (0,26%), médio (0,49%), alto (0,11%) e luxo (0,23%).

Por outro lado, a dirigente considera impossível qualquer previsão quanto aos negócios do setor nos próximos meses. "O cenário nunca esteve tão indefinido. Neste ano temos eleições pela frente e as pessoas estão mais criteriosas. Mas, como já disse, o mercado de aluguéis reagiu.  diferente do mercado de vendas, que realmente sofre mais com a estagnação da economia", explicou.(DiarioDoComercio)

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