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Valor do aluguel comercial começa a subir na Capital Mineira

terça-feira, 8 de julho de 2014

A falta de terrenos e expectativa de mudança na lei de uso e ocupação do solo na Capital podem elevar os preços


Os preços dos imóveis comerciais não caíram como era esperado pelos compradores/Alisson J. Silva
O mercado imobiliário em Belo Horizonte, sobretudo o segmento comercial, começa a dar os primeiros sinais de recuperação nessa fase final da Copa do Mundo. Segundo profissionais do mercado, o evento esportivo provocou um certo adiamento das decisões, tanto de compra quanto de locação, mas já se percebe um aumento da procura e fechamento de novos negócios.

A expectativa de que haveria redução de preços dos imóveis não se confirmou e a tendência é de que a partir de agora investidores ou empreendedores aproveitem as oportunidades de negócios. Principalmente porque a falta de terrenos ou a perspectiva de mudança na lei de uso e ocupação do solo na capital mineira a partir do próximo ano podem elevar os preços em curto ou médio prazos.

Segundo o presidente da Lar Imóveis, Luiz Antônio Rodrigues, no segmento de locação, o momento agora é de "adequação do mercado", considerando que nos últimos anos "houve um aumento considerável de preços e alguns proprietários não quiserem reduzir os valores, gerando uma desocupação".

Para julho a perspectiva já é positiva. "No mês da Copa, estão todos preocupados com o torneio. A partir da segunda quinzena deste mês o mercado vai reagir", aposta Rodrigues. Com essa confiança a Lar Imóveis está realizando uma promoção, com o primeiro aluguel de graça para o inquilino, com fim marcado para o final deste mês. "Os clientes que querem comprar ou alugar estão esperando o evento terminar. Mas não vão esperar as eleições", acredita. Para ele, "quem tem competência, faz", não espera maiores definições da política econômica.

O diretor de vendas da Morus, Marcelo Groppo, também mostra confiança. "O melhor momento para se comprar um imóvel é agora", avalia, lembrando que os preços dos imóveis comerciais não caíram como era esperado pelos compradores, e a tendência é de que agora façam seus negócios. "Não houve e não haverá desvalorização. Não tem como isso acontecer, pois faltam terrenos em Belo Horizonte".

Além dessa perspectiva de aumento de preços, ele chama atenção para as boas condições de financiamento. "O crédito imobiliário está muito favorável. Os juros se mantiveram praticamente inalterados em um período em que a inflação se elevou", indica. Em sua avaliação, juros mais baixos muitas vezes são mais vantajosos que preços menores, pois no final das contas o custo pode ser mais atrativo.

No mercado, Groppo já observa um "reaquecimento", com aumento na procura e também no fechamento de negócios. Para ele, o momento é bom para o investidor e também para um empreendedor de menor porte. "O que interessa para ele é se está bem localizado e se atende à estratégia do seu negócio. Eles não vão ficar esperando as eleições para tomar suas decisões", acredita.


Legislação - O diretor da Caixa Imobiliária Netimóveis, Kênio de Souza Pereira, chama atenção para duas situações que prejudicaram o mercado imobiliário. "Desde que os preços dos imóveis começaram a subir expressivamente em 2007 vemos pessoas torcendo para que ocorra uma Àbolha" no Brasil. E isso não está acontecendo", aponta, ressaltando que "essa expectativa de queda de preços pode criar uma demanda reprimida para 2016".

Neste momento, acredita Pereira, o que pode acontecer não é redução de preços, mas, sim, maior flexibilidade na negociação dos imóveis, com margens entre 5% e 15%. Em sua avaliação, o segmento comercial foi ainda mais afetado, pois "há dois anos alguns construtores lançaram empreendimentos comerciais e shoppings num clima de economia aquecida e agora, no momento da entrega, o cenário é outro", gerando, segundo ele, situações como lojas vazias em regiões como a Savassi.

"Mas, no geral, os imóveis continuam a ser um bom investimento, já que a rentabilidade das aplicações financeiras não tem sido atrativa e o mercado de ações continua a ter desempenho negativo e de alto risco", considera. Para ele, o momento agora é de acomodação e de atenção. "A proposta da Prefeitura de Belo Horizonte de ajuste da lei de uso e ocupação do solo, atualmente em discussão, prevê redução do coeficiente de construção de 2,7 para 1,0", observa. Caso seja aprovada, adverte, "vai paralisar o setor imobiliário e aumentar os preços dos imóveis em até 50%".(Diario do Comercio)

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