Pesquize em toda a Web

Mercado Imobiliário: Poder de decisão pós-Mundial estará nas mãos dos compradores segundo os especialistas

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Especialistas garantem que quem quiser adquirir a casa nova depois da Copa terá poder de decisão diante das ofertas


Depois da Copa do Mundo, o mercado de imóveis vai se manter aquecido? Especialistas garantem que sim. Luiz Antônio Rodrigues, Diretor Imobiliário, assegura que o cliente interessado em investir com segurança terá o mesmo comportamento e dará continuidade porque a economia está estável. “É uma questão globalizada, a tendência é o imóvel seguir sendo a moeda forte do mercado.” A média de valorização que os imóveis residenciais tiveram nos últimos cinco anos no Brasil foi de 155%, de acordo com o Banco Central (BC), o que leva conhecedores do ramo a afirmarem que depois do Mundial será um bom momento para comprar um imóvel.



Luiz Antônio Rodrigues não acredita em retração, mas sim na estabilização de preços. E explica: “Os imóveis fora de preço terão de se adequar à realidade. É uma minoria, cerca de 30% do mercado, e principalmente os imóveis novos”. O empresário enfatiza que a margem de lucro das construtoras está baixa e quem quiser vender o estoque terá de rever os preços. “As construtoras estão trabalhando com margem de lucro apertada, e para que possam comercializar os estoques, além de se adequarem, vão dar condições ao comprador para que ele tenha possibilidade de negociar e efetivar a venda.”

Outro ponto importante do comportamento do mercado imobiliário depois da Copa no Brasil é que, de acordo com o direto imobiliárior, as construtoras vão continuar construindo. “Mas com velocidade muito inferior e planejando mais as vendas e os lançamentos”, observa. Ainda assim, Luiz Antônio Rodrigues garante que o mercado vai ter comprador porque o déficit habitacional ainda é muito grande. Ele revela, por exemplo, que só a Lar Imóveis aluga 100 imóveis por mês. “E tem a classe desamparada pelas construtoras, que é a classe média. Ninguém quer vender imóvel de R$ 500 mil. E esse é um grande nicho.”


Luiz Antônio Rodrigues diz que é preciso deixar claro que, há dois, três anos, quando ocorreu o boom imobiliário no Brasil, o comportamento do mercado era outro. “Até então, quem dava as cartas era o vendedor. Ele colocava um preço para vender e ponto final. Hoje, o mercado virou. Agora, ele é do comprador. É ele quem determina quanto pode pagar e de que forma.” Por isso, o empresário ressalta a importância das imobiliárias, como mediadoras, terem corretores habilidosos para fazer com que o negócio ocorra.

Diante dessa visão otimista do mercado, Luiz Antônio Rodrigues recomenda: “O pós-Copa vai ser excepcional para o comprador, porque é o momento dele. É ele quem está dando as cartas.” O empresário, conhecedor do mercado brasileiro e dos Estados Unidos, pontua ainda que “os mercados se inverteram. Lembra que o Brasil invadiu Miami? Isso ocorreu porque, há dois anos, o momento dos EUA era do vendedor. Agora, mudou, voltou para as mãos do comprador. E no Brasil ocorre justamente o contrário. Por isso, quem pretende comprar é aconselhável aproveitar o período pós-Copa.”

ELEIÇÃO DEVE INFLUENCIAR NO MERCADO IMOBILIÁRIO

Ariano Cavalcanti de Paula, presidente da Netimóveis Brasil e conselheiro da CMI/Secovi MG, diz que “não podemos falar no boom do mercado pós-Copa, já que, não só o setor imobiliário, mas todos os mercados dependem do rumo da economia. Na verdade, aguardamos o resultado pós-eleição, no que tange a estrutura como um todo, principalmente taxa de juros e contas do governo. Agora, se houver uma melhora, seguramente existe uma força acumulativa do setor para crescer.”

Para Ariano de Paula, o potencial de crescimento é expressivo e, “com cenário favorável, tem tudo para exercer sua força nos próximos anos. No entanto, a explosão do potencial reprimido depende do ambiente macroeconômico” do Brasil.(EM-LugarCerto 09-06-14)

0 comentários:

Postar um comentário

  © Blogger template On The Road by Ourblogtemplates.com 2009

Back to TOP