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Comprador de imóvel em Belo Horizonte está cada vez mais jovem

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Fenômeno é resultado da ampliação de crédito e facilidade de pagamento

Homens, solteiros e com idade média de 36 anos são um perfil comum do comprador de imóvel na capital mineira. De acordo com estudo da Lopes, empresa de consultoria e intermediação imobiliária, a maioria dos clientes é do sexo masculino (72%) e solteiro (56%). Em relação à idade, 77% dos compradores de imóveis têm de 25 a 49 anos, com predominância da faixa entre 30 e 34 anos, que representa 23% dos entrevistados. O dado vai de encontro à facilidade de crédito nos últimos anos e outros aspectos da cultura nacional: há hoje um estímulo para se ter um imóvel cada vez mais cedo. Não é mais preciso casar para sair da casa dos pais.


As condições de pagamento estão ampliadas: é possível financiar um imóvel no banco em até 35 anos, enquanto no passado o prazo máximo era de 15. Já nos imóveis comprados na planta, hoje geralmente se pagam de 25% a 30% até a entrega das chaves, para só depois recorrer ao financiamento, outro aspecto que tem facilitado a compra. Segundo a Caixa Econômica, o perfil de quem recorre a empréstimos imobiliários também é de homens (63,8%) com idade até 35 anos (58,1%). Logo depois são os clientes de 36 a 45 anos, responsáveis por 23,6% dos empréstimos.

Para Fernando Antunes, diretor da Lopes Minas, a redução no tamanho dos imóveis tradicionalmente mais procurados – um apartamento de três quartos hoje tem, em média, de 75 a 80 metros quadrados – também é fator determinante na precocidade do comprador de imóvel, cada vez mais jovem. “Tem muito jovem comprando como investimento.”

Caso do empresário Handel de Sousa Gomes, de 35 anos. Em 2012, ele adquiriu dois imóveis. De lá pra cá, os apartamentos, que ainda não foram entregues, valorizaram cerca de 30%. Handel mora de aluguel na Zona Sul há três anos e não está com pressa de se mudar para o apartamento próprio. “Já naquela época, para comprar um imóvel nessa região eu gastaria meio milhão de reais. Preferi comprar dois apartamentos no Betânia e Esplanada. No futuro, penso em vender um deles para comprar um para eu morar e alugar o outro.”

A oferta de imóveis em regiões antes pouco procuradas é mais um motivo da compra facilitada para jovens. Segundo Antunes, o mercado de BH mudou como um todo. Antigamente, era tudo muito definido nas regiões Norte, Centro e Sul. Hoje, as construções cresceram para todos os lados. “Tivemos 39 empreendimentos na Pampulha, outros 33 na Zona Oeste. Não há mais um bairro em que não se lança nada, até pela escassez de lotes em BH”, defende. O tipo de imóvel mais vendido para esse perfil são apartamentos de dois e três quartos, normalmente em prédios com mais de uma torre e área de lazer.

O levantamento identificou a atividade profissional dos entrevistados e observou que entre os compradores de imóveis residenciais verticais da região, 15% são empresários, 8% engenheiros, 7% gerentes e 5% professores. A relação das 10 atividades mais frequentes inclui, ainda, funcionário público, comerciante, técnico administrativo, médico, administrador de empresas e analista de sistemas.

SEGMENTO 

Para Jackson Câmara, vice-presidente da área das incorporadoras da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), o perfil de comprador é algo muito particular. “Depende do segmento. O que define o perfil de quem compra é o imóvel, e não o contrário. Apartamentos acima de R$ 1 milhão são mais procurados por homens casados, com filhos, acima de 45 anos. Na faixa dos R$ 600 mil já muda novamente o perfil: são jovens casais, com o primeiro filho.”

Conhecer as particularidades de cada um desses grupos é definidor para a formatação do empreendimento. Afinal, cada faixa de apartamento tem uma faixa de cliente. Apartamentos com sala e dois quartos têm um grupo certo de compradores, da mesma forma que não se espera vender um apartamento de quatro quartos para um viúvo ou solteirão. “A cidade está praticamente mapeada. O mercado sabe o que colocar em cada ponto.”(Estaminas)

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