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Cai número de projetos imobiliários aprovados pela PBH

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Redução acontece justamente no momento em que está sendo discutida a nova Lei de Uso e Ocupação do Solo


A nova lei reduz percentual permitido para construção/Alisson J. Silva
O número de projetos imobiliários aprovados pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) tem seguido em curva descendente. No quarto trimestre do ano passado, a PBH liberou 391 empreendimentos, superando o resultado do primeiro trimestre deste ano, quando apenas 315 tiveram o aval do Executivo.

Segundo o presidente da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), Otimar Bicalho, esse resultado causa estranheza, considerando-se o adiantado das discussões da nova Lei de Uso e Ocupação do Solo, que deve ser mais restritiva. "Mas acreditamos na breve retomada e no crescimento das aprovações", projeta.

Segundo pesquisa da CMI/Secovi-MG, a queda se verifica não apenas na comparação entre os dois trimestres, mas também em relação aos primeiros meses de 2014. Enquanto em janeiro foram aprovados 122 projetos, em fevereiro foram 111 e, em março, 82. "Essa redução poderia ser mais preocupante se o número de unidades também tivesse caído", pontua. No último trimestre de 2013 a média de unidades, contidas nos projetos aprovados, foi de 700, enquanto nos três primeiros meses deste ano foi de 1.200.

Esse aumento no número de unidades em um contexto de redução de projetos aprovados pode indicar uma retração do mercado, deixando espaço principalmente para as grandes construtoras, com mais capital e maior capacidade para enfrentar momentos de forte restrição.

No entanto, observa Bicalho, "estamos vendendo igual ou um pouco mais do que em 2013, embora seja um ano atípico, com Copa e eleições". O valor do imóvel, segundo ele, também não tem mostrado retração. "Não identificamos redução. Segundo ele, o que pode estar acontecendo é que, diante de um consumidor mais cauteloso, o investidor pode estar reduzindo a sua margem de lucro.

A preocupação, segundo Bicalho, é que essa curva descendente na aprovação de projetos imobiliários acontece nas proximidades da nova Lei de Uso e Ocupação do Solo. "Essa lei deve reduzir o percentual permitido para construção e, mesmo assim, não estamos percebendo uma corrida para aprovação dos projetos, como aconteceu entre 2009 e 2010, quando houve discussão legislação e 700 projetos foram aprovados por mês", ressalta, lembrando que em março apenas 82 projetos foram aprovados pela PBH.

De acordo com Bicalho, as discussões na conferência municipal de política urbana seguem acaloradas, com participação de 81 delegados eleitos pela população, 81 do setor técnico e 81 do setor empresarial, ao qual a CMI está filiada. "As discussões são drásticas diante da possibilidade de redução do coeficiente de construção", informou.(DC)

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