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Após boom, BH vê queda no lançamento de imóveis

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Percentual de vendas de residenciais também caiu entre 2010 e 2013


Em obras.Construções viveram uma explosão na capital mineira entre os anos de 2010 e 2011

Os lançamentos de apartamentos em Belo Horizonte vêm caindo desde 2011, segundo pesquisa realizada pela Geoimovel em parceria com a Câmara do Mercado Imobiliário/Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG). Em 2013, o número de empreendimentos reduziu 69,75% em comparação com 2011. Comparando-se com 2012, o recuo chega a 43,05%. Foram 2.933 unidades lançadas, enquanto em 2012 o total chegou a 5.151.

O presidente da CMI/Secovi-MG, Evandro Negrão de Lima Júnior, frisou que é natural a redução de lançamentos depois do boom vivido pelo setor entre os anos 2010 e 2011. “O boom acontece num curto período de tempo. E 2013 foi um ano de ajuste entre a oferta e a demanda”, analisa.

Para 2014, o dirigente não aposta numa queda substancial dos lançamentos. “Acredito que possa ser até mesmo um pouco superior à quantidade de 2013. Afinal, há projetos que foram represados no ano passado e que devem sair neste ano. Além do mais, ainda existe demanda no mercado”, justifica.

Ainda conforme o estudo, as vendas foram perdendo fôlego desde 2010. Naquele ano, das unidades lançadas, 93% foram comercializadas. No ano seguinte, caiu para 85%. E, em 2012, o resultado foi positivo, embora um pouco menor na comparação com o ano anterior (81%). Já em 2013, pouco mais da metade do total de apartamentos lançados pelas construtoras e incorporadas na capital (54%), 1.624, foram comercializados. As empresas mantiveram 1.309 (45%) em estoque até o fim do ano passado. De 2010 a 2013, das 27.087 unidades residenciais e comerciais lançadas na capital, 4.353 permaneceram em estoque.

Em número de quartos, os lançamentos que dominaram o mercado no ano passado foram os que contam com três dormitórios (1.479), seguidos pelas unidades de dois quartos (784) e de quatro (557). Os lançamentos de um dormitório somaram 113 unidades.

Preço. No que se refere ao valor dos imóveis, a maior parte dos apartamentos que foram lançados em Belo Horizonte no ano passado custava de R$ 301 mil a R$ 500 mil, num total de 1.124 unidades inauguradas.

Apesar do mercado menos aquecido na comparação com os anos anteriores, o presidente da CMI/Secovi-MG não aposta em redução dos preços dos imóveis neste ano. “Eles devem subir, mas não muito. Deve ficar um pouco acima da inflação”, diz.

Comerciais

Outra realidade. Os imóveis comerciais vivem outra realidade na capital, com aumento de lançamentos. Em 2010, foram 424. Em 2013, somaram 1.270. Em 2012, o número de lançamentos chegou a 1.583.


Imobiliária vê acomodação de preços em 2014
O ano de 2014 deve ser marcado pela “acomodação” dos valores dos imóveis residenciais em Belo Horizonte, segundo o sócio diretor da RE/MAX Class, Bráulio Quintino. “É o mercado se ajustando à demanda”, diz. Ele ressalta que a empresa conseguiu bons resultados no ano passado, com atuação também fora da capital. “As transações em 2012 foram maiores, mas ainda assim nosso resultado ficou acima do esperado”, diz.

Em 2013, os imóveis mais procurados na empresa custavam de R$ 300 mil a R$ 450 mil. Já na região metropolitana, boa parte da demanda foi por unidades que variam de R$ 180 mil a R$ 220 mil. Os municípios próximos da capital são a grande aposta do presidente da Câmara do Mercado Imobiliário (CMI), Evandro Júnior. (OTempo-BH)

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