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Crédito imobiliário é agora o maior financiamento do país

terça-feira, 28 de janeiro de 2014


Se considerasse recursos do FGTS, montante chegaria a R$ 134,9 bilhões


Virada de ano. Lis Lage e seu noivo, Marcus Vinícius Freitas, definiram como meta para 2013 o financiamento de um imóvel, e entraram em 2014 com o sonho realizado

O crédito imobiliário com recursos da poupança chegou a R$ 109,2 bilhões em 2013, recorde da modalidade, conforme a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

No ano passado, o segmento assumiu a liderança entre as carteiras de crédito no Brasil, com R$ 334 bilhões em estoque. Há seis anos, estava atrás do crédito pessoal, que em 2013 somou R$ 320 bilhões, e do financiamento de veículos, que chegou a R$ 193 bilhões.

Na comparação com 2012, o incremento do crédito imobiliário foi de 32%, quando os desembolsos chegaram a R$ 82,8 bilhões. O crescimento superou a expectativa da entidade, que estimava expansão de 15% nos desembolsos em 2013.

Os dados consideram apenas os financiamentos bancários com recursos provenientes das cadernetas de poupança. Pelas regras do Banco Central, 65% do saldo do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) devem ser direcionados pelos bancos para o crédito imobiliário. Logo, as informações não incluem empréstimos com recursos do FGTS, como os empréstimos no programa “Minha Casa Minha Vida”.

Ao todo, em 2013, foram financiadas 529,8 mil imóveis com recursos da poupança, o que representou alta de 17% frente o ano anterior.

Para especialistas do setor, a expansão dos desembolsos em 2013 é fruto do bom momento vivido pela atividade no passado. “Os imóveis levam tempo para serem construídos e entregues. Os financiamentos do ano passado são de imóveis que foram construídos entre 2010 e 2012”, observa o presidente da Rede Netimóveis Belo Horizonte, José de Filippo Neto. Ele avalia 2013 como uma fase de acomodação do setor.

No caso da rede na capital, as vendas tiveram expansão de 18% frente o resultado de 2012.

Na rede Imvista, 2013 foi marcado pela estabilidade dos negócios em relação ao ano anterior, segundo o presidente do grupo, Fabiano Taylor. Ele também afirmou que o mercado se acomodou no ano passado.

Sonho. A professora Lis Rezende Lage e seu noivo Marcus Vinícius Freitas estão no grupo de brasileiros que financiaram o seu imóvel em 2013. “Colocamos como meta para o ano encontrar o imóvel, e realizamos o nosso sonho”, diz a professora.

E para que o sonho não se transforme em pesadelo o diretor da Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação, Marcelo Nogueira, aconselha cautela antes de comprar o imóvel. “O ideal é comprometer no máximo 30% da renda com o financiamento”, frisa.

Mercado acredita em números mais modestos neste ano
Os financiamentos para compra e aquisição de imóveis neste ano deverão ter um crescimento mais moderado do que em 2013, segundo projeção da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). A Associação estima incremento de 15% nos empréstimos em 2014, totalizando R$ 126 bilhões. Em 2013, o crescimento foi de 32% (R$ 109 bilhões).

O presidente da rede Imvista, Fabiano Taylor, também aposta em crescimento em ritmo menor que o do ano passado. O presidente da Netimóveis em Belo Horizonte, José de Filippo, observa que 2014 será atípico, com a Copa e as eleições. Já o diretor master regional da Re/MAX, Pedro Pote, aposta num ano “tão bom ou melhor que 2013”. “Não sou pessimista. E, no nosso caso, somos uma empresa jovem no mercado com crescimento pela frente”, diz.(OTempo/BH/Economia)

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