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Locação - Sobram lojas fechadas no Centro de Belo Horizonte

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

O motivo? A desaceleração da economia e a especulação chinesa, segundo revelam os lojistas.

 (Tulio Santos/EM/D.A Press)


Novo cenário toma conta do coração do centro comercial de Belo Horizonte. No lugar de vendedores anunciando promoções com megafones e microfones nas entradas das lojas, diversas portas estão fechadas com a placa de aluga-se. O inquilino não aparece. Em alguns casos, as portas estão há mais de um ano fechadas. 

O quadro pode ser visto em ruas como Espírito Santo, Bahia, Tamoios e até mesmo – quem diria – na tradicional Avenida Afonso Pena, que é o sonho de consumo para centenas de comerciantes. O motivo? A desaceleração da economia e a especulação chinesa, segundo revelam os lojistas. Há cerca de um ano, o comércio de bolsas chinesas começou a tomar conta das lojas. Agora chegou a vez das bijuterias. 

Só para se ter ideia, há casos de lojas de 120 metros quadrados no Centro da capital sendo alugada por R$ 26 mil. O preço do metro quadrado sairia por R$ 216,60. É mais do que o dobro do valor médio do metro quadrado de lojas no Bairro de Lourdes, região nobre da capital, onde o o preço sai por R$ 80. 

“Os chineses estão pagando, em média, 40% a mais do que o valor de mercado pelo aluguel. Mas não há lojas para tantos chineses assim”, afirma Flávio Froes Assunção, presidente da Asssociação dos Comerciantes do Hipercentro, que conta com 200 lojistas. Os chineses, diz, estão inflacionando o mercado e os preços muito elevados acabam inviabilizando os negócios. “O aluguel das lojas está muito caro para a realidade do Centro”, diz. 

A inflação em alta, o ano difícil do comércio e as obras na Região Central ajudam a dificultar as locações das lojas. No quarteirão da Rua Tamoios, entre a Rua da Bahia e a Avenida Afonso Pena, há três lojas para alugar. A área, que já foi uma das mais atrativas no comércio do Centro da capital, hoje conta com poucos resistentes. 

Passado nobre


Para sobreviver, fizemos algumas inovações”, revela Welton de Matos, dono da Foto Zats, que está no quarteirão há 55 anos e é uma das referências em fotos 3x4. Ele afirma que a região do Shopping Cidade e dos centros de compras populares levaram parte da freguesia. “A área dos populares era atacadista no passado, de boemia. Mas o fluxo de pessoas aumentou muito por lá”, diz. 

Outras redes que marcaram a história do quarteirão, como a Papelaria Rex e a Chocolates Kopenhagen, fazem parte do passado. “Os andarilhos se concentram embaixo do viaduto que vai para a Floresta. Isso atrapalha o comércio da região”, diz Matos. Nas sua vizinhança, duas lojas, nas quais funcionavam financeiras, estão sem alugar há cerca de cinco meses. Outra resistente do quarteirão, a Rei do Chocolate, enfrenta queda de vendas. “Nos últimos dois meses os negócios caíram em torno de 20%. E chega na segunda quinzena está todo mundo sem dinheiro”, diz o gerente Fernando Luis Silva, que está no local há 36 anos. 

O desaquecimento na economia gerou no empresariado a necessidade de readequar o planejamento, afirma o vice-presidente da Câmara do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI-MG), Fernando Júnior. “Alguns preferiram desocupar os imóveis”, diz. A valorização de preço, segundo ele, ocorreu não só no Centro como em toda a capital. “O empresário que não fizer um planejamento, não consegue pagar o aluguel”, diz. Ele ressalta que há uma queixa geral de desaceleração da economia e se a loja de rua não fizer uma requalificação de acordo com a nova tecnologia, a situação tende a ficar complicada.

Em alta

O valor do aluguel comercial registrou elevação de 0,49% em setembro e acumula alta de 9,33% nos últimos 12 meses, segundo a pesquisa da CMI-MG e o Sindicato da Habitação de Minas Gerais (Secovi-MG). Enquanto isso, a inflação do último ano registra alta de 5,76%, segundo a Fundação Ipead . No mês, os preços de aluguéis comerciais apresentaram as seguintes variações: andar corrido (0,23%), casas comerciais (0,62%), galpões (0,55%), lojas (0,54%) e salas (0,42%). A oferta de imóveis comerciais para locação apresentou elevação de 0,91% em setembro e aumento acumulado de 29,72% nos últimos 12 meses.(Economia/EstaMinas)

1 comentários:

Rorato Imóveis 14 de novembro de 2013 09:59  

Tem de se analisar em todos os pontos antes de locar um imóvel, para posteriormente não haver complicações.

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