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Centros comerciais miram o interior de Minas

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Empresas investem em projetos que unem shoppings, hotéis, universidades e condomínios residenciais fora da Grande BH



A interiorização de grandes shoppings que trazem em seus projetos torres comerciais, hotéis, universidades e até condomínios residenciais desponta como uma tendência e começa a aparecer no interior de Minas Gerais. Cidades com mais de 100 mil habitantes entraram na mira de incorporadoras e construturas em função da saturação de terrenos e de um mercado concorrido nas grandes cidades. Entre os municípios que receberão estes empreendimentos mistos nos próximos dois anos está Barbacena, na Região Central, Montes Claros, no Norte, Uberaba e Uberlândia, no Triângulo.
De acordo com o diretor de Relações Institucionais da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), Luis Augusto Ildefonso, há 15 anos a concentração de centros comerciais e shoppings vem mudando. “Antes, tínhamos 70% dos shoppings em capitais e grandes cidades e 30% em interior. Mas, segundo o último Censo do Shopping Center, já experimentamos uma inversão, com 51% dos empreendimentos em cidades menores e 49% nos grandes centros”, afirma.

A descentralização dos investimentos, que migram com mais velocidade para o interior, segundo Ildefonso, é uma tendência consolidada em Minas e no resto do país. “No final de 2012 tínhamos 157 shoppings em obra, sendo 98 no interior. Isso mostra que esse é um fato consumado e que essa é uma tendência crescente e sólida”, afirma.

Entre os motivos que levam investidores para o interior, o diretor destaca menores investimentos em função de um metro quadrado mais barato, a oferta de grandes terrenos, incentivos dados pelo município e a demanda por esses espaços. “Hoje a economia se dispersa para cidades menores que são movimentadas pelo serviço, agropecuária e indústria e, assim, mantém o habitante consumindo em sua cidade”, lembra.
Em Barbacena, o novo shopping vai abrigar 120 lojas, hotel e imóveis de 2,3 e 4 quartos
Dentro dessa proposta, o último anúncio feito ao mercado é o Praça Barbacena, da Capanema Gouvea Desenvolvimento Imobiliário (CGDI) e 5R Shopping Centers. Com aporte de R$ 100 milhões, o empreendimento terá 30 mil metros quadrados de área construída e 22 mil metros quadrados de área bruta locável (ABL). No total, serão 120 lojas, sendo três âncoras, seis salas de cinema (uma 3D), 15 fast foods, quatro opções de restaurantes, além de um supermercado. O projeto também conta com anexo que abrigará uma torre comercial com salas individuais e vãos livres, edifícios residenciais com apartamentos de 2, 3 e 4 quartos, além de uma torre de hotel.



Cláudio Capanema, diretor-presidente da CGDI, explica que a localização da nova operação pode ser justificada pela demanda existente na região. “Cidades com mais de 150 mil habitantes comportam-se como polos regionais”, argumenta. “Considerando os municípios da microrregião de Barbacena, a expectativa é de que consigamos atingir 250 mil consumidores, que antes faziam suas compras em Belo Horizonte ou Juiz de Fora”, reforça. Para o futuro, Capanema acredita numa continuação desse modelo. Em Minas, cinco cidades estão em estudo para receber este tipo de projeto.

‘CAIXOTE FECHADO’


Uberaba e Uberlândia entram na rota desses empreendimentos . Também fruto da parceria da 5R Shopping Centers e CGDI, o Praça Uberaba Shopping Center, que tem expectativa de iniciar suas operações no segundo semestre de 2014, recebeu aporte de R$ 230 milhões e terá além das 142 lojas, academia, supermercado, universidade, torre comercial, hotel e condomínio residencial, com cerca de 600 apartamentos. Já o Praça Uberlândia Shopping Center contará com hotel, universidade e prédios comerciais. “O shopping serve de âncora para esses empreendimentos imobiliários e vice-versa. Os anexos agregam valor à obra e à própria região” explica Capanema.

Apostando nessa tendência de empreendimento misto o Grupo Falgo anunciou para Montes Claros um empreendimento com 24,4 mil metros quadrados de ABL, 140 lojas, hipermercado , além de torre comercial, centro cultural e hotel, que deve ser entregue à população no primeiro semestre de 2016. “A evolução dos projetos permitem que o shopping seja mais que um caixote fechado projetado para o consumo. Agora, eles passam a ser um centro de convivência social”, garante o diretor de Marketing Rodrigo Abreu.

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