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BH - Novos bairros conquistam espaço

segunda-feira, 18 de novembro de 2013


Metro quadrado pode chegar a R$ 15 mil na região Centro-sul
A escassez de terrenos, aliada a uma topografia complicada sob o ponto de vista da engenharia e a uma área horizontalmente pequena, fez com que algumas regiões de Belo Horizonte, antes não tão valorizadas, ganhassem importância no mercado imobiliário nos últimos anos. E, pressionado por esses fatores, o preço dos imóveis sofreu forte sobrevalorização, sem dar sinais de que vai parar de subir, embora os espaços estejam diminuindo.

Em alguns casos, em regiões tradicionais, como o bairro de Lourdes (Centro-Sul), o metro quadrado do imóvel chega a custar R$ 10 mil, R$ 12 mil e até R$ 15 mil. Por outro lado, no Buritis (Oeste) e no Castelo (Noroeste) o metro quadrado de um apartamento sai, em média, por um terço do de alguns empreendimentos na zona Sul.

"Belo Horizonte tem pouca oferta de áreas para edificação e a última mudança na legislação do setor restringiu o potencial construtivo dos terrenos de maneira geral. Isso não é uma crítica, mas o mercado é soberano. Quando se encarece os custos, o produto final também fica mais caro", destaca o vice-presidente da Área Imobiliária do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Lucas Guerra Martins.

Nas contas do Sinduscon-MG, a nova Lei de Uso e Ocupação do Solo da Capital, em vigor desde 2010, fez com que o custo do terreno subisse de uma participação de 20% a 22% do preço final do imóvel para 30% a 35%, em média. Para as construtoras, a saída foi equacionar os custos e reduzir as margens, mas não houve como não mexer nas tabelas.

Mesmo porque, além da pressão que a falta de terrenos disponíveis exerce sobre o preço final dos empreendimentos, os custos também estão subindo. Conforme o Sinduscon-MG, o Custo Unitário Básico de Construção (CUB/m2) em Belo Horizonte aumentou 5,9% nos 12 meses encerrados em outubro.

Adensamento
Para o presidente da Rede Netimóveis, que reúne 70 imobiliárias e responde por 17,5% das transações do setor em Belo Horizonte, Ariano Cavalcanti de Paula, na medida em que a falta de áreas e o grande adensamento populacional ocorrem em algumas regiões, como a Centro-Sul, "é natural que a procura e a valorização aumentem em outras que tenham maior oferta de áreas disponíveis".

 o caso do Buritis e do Castelo. Isso chamou a atenção das construtoras, promoveu a valorização dessas regiões e ampliou a oferta. Porém, o mercado nesses bairros já atravessa um segundo momento, quando o ritmo de lançamentos diminui para que a oferta se ajuste à demanda.

"Além disso, no caso do Buritis e do Castelo, já não há mais tanta abundância de terrenos disponíveis", completa o diretor da Câmara do Mercado Imobiliário e do Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), Eduardo Novais.

Tanto que, de junho de 2012 até o mesmo mês deste ano, as vendas de imóveis em Belo Horizonte caíram 24,5% e os lançamentos tiveram retração de 12,8% na comparação com os 12 meses imediatamente anteriores, conforme levantamento do próprio Sinduscon-MG. A retração no número de lançamentos teve forte participação do Buritis e Castelo, que vinham liderando o número de novos imóveis nos últimos anos.

Outra região que atraiu a atenção, especialmente depois da construção da Linha Verde e da Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves, foi o Vetor Norte da capital mineira, apontado como a grande "vedete" do setor para os próximos anos. No entanto, o boom ainda não se tornou uma realidade porque o atraso na implantação do sistema BRT nos principais corredores de acesso à área freou a valorização e a construção de empreendimentos.(DiariodoComercio)

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