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Em Minas, profissão de corretor de imoveis cresceu 50% em cinco anos

sexta-feira, 4 de outubro de 2013



Mercado. Pascoal Santiago, do Sindimóveis, diz que há vagas

Quando resolveu largar seu emprego em uma siderúrgica, em 1991, para se tornar corretor de imóveis, Juarez Ferreira viu, logo no seu primeiro mês na nova função, sua renda mensal se multiplicar por dez. “Fiz uma aposta acertada”, lembra. Hoje, segundo ele, as oportunidades para novos corretores são ainda maiores. “Tem casos de pessoas que já tiram mais de R$ 50 mil na primeira comissão”, diz o atual gerente de vendas da imobiliária Lar Imóveis, de Belo Horizonte.

Ele conta que a empresa está inaugurando a sua quinta filial e está à procura de 40 novos corretores. O perfil que ele busca é de pessoas “ambiciosas e empreendedoras”. “Quantos corretores se formarem, tantos terão mercado”, resume o presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis de Minas Gerais (Sindimóveis), Pascoal Santiago. Além de ter talento como vendedor, é necessário registro no Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-MG), emitido após a realização de um curso técnico semipresencial de nove meses e que é oferecido pelo Sindimóveis.

A busca por esses profissionais explodiu junto com o boom imobiliário do começo da última década e ganhou fôlego com os impulsos do governo para manter o setor aquecido, como o recente aumento do teto do FGTS para compra de imóveis, de R$ 500 mil para R$ 750, em Minas. Dados do Creci-MG indicam que, apenas nos nove primeiros meses do ano, 1.518 registros foram emitidos para novos profissionais. No total, existem 18.140 profissionais credenciados para atuar no Estado. E o ritmo de crescimento é chinês. O crescimento em Minas nos últimos cinco anos foi 50% superior a todo o aumento entre 1962, ano em que a profissão foi regulamentada, e 2007.

Remuneração. Hoje, a comissão de um corretor varia de 18% a 22% do valor recolhido pela imobiliária na transação. Numa venda de R$ 1 milhão, por exemplo, a imobiliária fica com R$ 60 mil, e o corretor, com R$ 13 mil.

Mesmo com a alta remuneração e a não exigência de curso superior ou experiência prévia, as imobiliárias ainda encontram dificuldades para preencher as vagas de corretores. A dificuldade, segundo o dono da Vivar Imóveis, Rui Gondim, é encontrar alguém que seja um consultor de vendas, e não um “mostrador de apartamentos”. É preciso ter carro próprio, se vestir bem, ter boa cultura geral e de mercado, além de estar disposto a trabalhar sem salário fixo, como autônomo, e sem garantias trabalhistas.(OTempoBH)

1 comentários:

Rorato Imóveis 9 de outubro de 2013 15:02  

Uma profissão muito rentável.

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