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Procura por aluguel é maior do que por compra em Belo Horizonte

segunda-feira, 2 de setembro de 2013


Imóvel para locação representa 51,78% das buscas no mercado imobiliário da capital mineira, aponta pesquisa



Pesquisa mostra que em Belo Horizonte os imóveis de dois e de três quartos são os mais buscados por inquilinos


Em Belo Horizonte, ao contrário da maioria das capitais brasileiras, a procura por imóveis para alugar é maior do que a por empreendimentos para comprar. É o que aponta uma pesquisa do portal imobiliário VivaReal. Segundo o levantamento, na capital mineira o total da busca por imóveis anunciados para locação registra 51,78%, um número maior que o índice no Estado de Minas Gerais, que é de 39,06%, e até mesmo superior ao registrado no Brasil, que equivale a 37,86%.

“Notamos que a maioria das pessoas que locam imóveis em Belo Horizonte é moradora de outras cidades e vem para a capital mineira estudar e/ou trabalhar”, diz Diego Simon, vice-presidente de operações e cofundador do VivaReal.

De acordo com ele, o estudo demonstrou que os inquilinos de outras cidades normalmente são de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Brasília, de Salvador, de Vitória ou da Grande BH e do interior de Minas, vindos, principalmente, de Contagem, de Betim, de Patos de Minas, de Itabira e de Uberlândia.

“Realmente, teve uma elevação na procura por empreendimentos para locação. Observamos aumento tanto em imóveis comerciais quanto nos residenciais”, ressalta Luiz Antônio Rodrigues, fundador e presidente da imobiliária LAR Imóveis, que atua no segmento.

Perfil. Conforme dados apresentados pelo VivaReal, em relação ao tipo de imóvel mais procurado, os com metragens entre 50 m² e 80 m² é maior, com 39% do total da pesquisa. Na sequência, os de metragem entre 80 m² e 120 m², com 22%, seguidos pelos de até 50 m², com 18%.

“A procura é sempre maior por imóveis de dois e três quartos, bem-localizados”, afirma Luiz Rodrigues.

O levantamento do VivaReal confirma a fala do presidente da LAR Imóveis e indica que 44% do total de busca por imóveis é por aqueles que têm dois dormitórios. Depois, com 38%, os que possuem três quartos.

“Muitas imobiliárias começaram a trabalhar com imóveis pequenos e as pessoas estão se adaptando a isso. Empreendimentos com metragens menores, apresentam valores menores”, ressalta Diego Simon.

Segundo ele, os imóveis com valor entre 200 mil e 500 mil são os mais procurados, com 43% do total de pesquisas na capital. A pesquisa mostra também que imóveis nos valores entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão são procurados por 10% das pessoas.

Ponto certo. Dentre as regiões com metro quadrado mais caro da cidade, Santo Agostinho, Funcionários, Carmo, Lourdes e Belvedere formam a lista dos bairros com preço mais elevado. Na outra ponta, Barreiro de Baixo, Santa Cecília, Jatobá, Nova Cintra e Aarão compõem os lugares com metro quadrado mais barato.

O ranking dos cinco bairros mais procurados em Belo Horizonte contém Castelo (4,8%), Santa Mônica (4,2%), Buritis (2,9%), São João Batista (2%) e Camargos (1,8%).

“No momento de locar um imóvel, é preciso atenção. Embora a oferta supra a demanda, é preciso buscar uma empresa que tenha atuação forte no mercado, que entenda sobre a região em que atua e que saiba indicar um imóvel que supra as demandas e as necessidades dos clientes”, alerta Luiz Rodrigues.

Investimento. Com a alta na busca por aluguel, tanto Rodrigues quanto Simon dizem que o mercado imobiliário teve um aquecimento nesse segmento e acreditam que investir em um empreendimento para locar é uma boa opção.

“Imóveis são bens rentáveis e geram mais retorno do que qualquer aplicação no mercado financeiro. Podemos dizer que a moeda não é real nem dólar, chama-se imóvel. Locar um bem, sem dúvida, é ter retorno de dinheiro”, garante Luiz Antônio Rodrigues.

“É preciso estudar a região em que se pretende alugar um imóvel. Entender a demanda do local e as oportunidades existentes nele”, orienta Simon.

Sobre o aumento do preço das mensalidades cobradas dos inquilinos devido à grande procura de imóveis para locação, Luiz Rodrigues esclarece que não haverá aumentos significativos.

“Um aumento na oferta para locação não afeta a questão do preço. A expectativa é de que os valores se mantenham estáveis. Lucrativos tanto para o locatário quanto para o locador”, finaliza ele.(OTempoBH)

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