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BH - Nem aumento de opções faz preço de aluguel cair

quinta-feira, 26 de setembro de 2013


Barracões foram os que ficaram mais caros em agosto, com alta de 0,82%

Residencial. Oferta de imóveis está em alta em Belo Horizonte

A depiladora Ana Lúcia Augusto está procurando um apartamento para alugar. Segundo ela, opções não faltam, mas o problema é o preço. É exatamente o que mostra a pesquisa do mercado imobiliário divulgada ontem pelo Sindicato da Habitação (CMI/Secovi). Nos últimos 12 meses até agosto, a oferta de imóveis para locação em Belo Horizonte aumentou 30,6%, mas nem assim os preços caíram. Em média, o aluguel está 6,25%, na comparação com o mesmo período anterior.

“Uma única imobiliária me deu 292 opções na região onde eu quero, perto do Alípio de Melo, mas eles não valem o preço que cobram. A gente chega pra olhar e eles não são grande coisa. Estão supervalorizados. Hoje eu pago R$ 660 e estou olhando um apartamento semelhante por R$ 800, sem os armários”, compara a depiladora.

Segundo o vice-presidente da CMI/Secovi, Fernando Junior, o fato de a oferta estar maior não significa que os preços vão cair porque, para isso, o estoque deveria baixar muito. “Os preços não subiram tanto, se formos comparar bem, subiu 6,25% e a inflação foi de 5,85% no período, ou seja, foi uma recomposição apenas”, ressalta.

Junior explica ainda que a oferta está maior, mas não é porque o mercado lançou mais unidades. A explicação, segundo ele, é que, em 2010, a Prefeitura de Belo Horizonte alterou a Lei de Uso e Ocupação do Solo para incentivar a construção de hotéis para a Copa do Mundo e diminuiu o potencial construtivo de empreendimentos residenciais.

“Naquela época, muitas construtoras correram para aprovar seus projetos antes da mudança e esses apartamentos estão ficando prontos agora. Embora a maioria tenha sido comprada por quem quer morar, esses compradores deixaram imóveis de aluguel e a oferta de locação cresceu”, justifica Junior.

Em agosto, o segmento que apresentou maior reajuste nos preços foram os barracões. O aluguel para essa modalidade subiu 0,82%, contra 0,25% para as casas e 0,29% para os apartamentos.

A oferta de imóveis comerciais também cresceu no acumulado dos últimos 12 meses até agosto. O aumento foi de 26,7%. Já os preços ficaram ainda mais caros do que o setor residencial, com alta de 9,6%.

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