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Projetos imobiliários concentrados em BH

sábado, 10 de agosto de 2013

Maioria dos empreendimentos é residencial e concentrada nas regiões da Pampulha e Venda Nova.
A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) aprovou, em julho, 147 projetos arquitetônicos que terão até quatro anos para início das obras, o tempo de validade dos alvarás. A maior parte dos empreendimentos (110) é residencial, sendo 69 casas e 41 prédios. Os números fazem parte de uma nova pesquisa, que passará a ser divulgada mensalmente pela Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), em parceria com a PBH.

Os dados, embora se refiram a apenas um mês do ano, mostram as tendências do mercado imobiliário na Capital, que têm seguido ao longo da Linha Verde, em direção ao Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Pampulha e Venda Nova, regiões vizinhas, concentram 31% dos projetos aprovados em julho. Há 24 propostas de construção aprovadas para a Pampulha e 22 para Venda Nova. Incluindo 11 alvarás concedidos para a região Norte, as três receberão quase 40% dos projetos aprovados pelas nove administrações regionais da PBH.

Segundo o diretor de Relações Institucionais da CMI/Secovi, Otimar Bicalho, a procura maior pela Pampulha e Venda Nova decorre sobretudo da melhoria do acesso àquelas regiões da cidade, com destaque para as obras das avenidas Cristiano Machado, Antônio Carlos, da Linha Verde e, mais recentemente, a implantação do Bus Rapid Transit (BRT). "Não é o aeroporto ou a Cidade Administrativa que tornam a região atraente, é o acesso que gera muito impacto", garante Bicalho. Isto explica também porque a região Norte foi a que menos aprovou projetos na PBH, apenas 11 no mês de julho. "A região Norte está fora deste eixo de acessibilidade. Ela só vai melhorar com a reforma do Anel Rodoviário e com as obras da Alça Metropolitana", afirma.

Pequeno porte - Atrás da Pampulha e de Venda Nova, três regiões empataram e tiveram aprovados 16 empreendimentos cada em julho: Barreiro, Nordeste e Oeste. Em seguida, com 14 aprovações cada, ficaram as regiões Centro-Sul, Leste e Noroeste. Somente a Norte teve número mais baixo (11). Mas os dados da pesquisa deixam claro também que os projetos arquitetônicos são todos de pequeno porte, ressalta Otimar Bicalho. A pesquisa indica que os imóveis residenciais tiveram o maior número de aprovações: 110 de um total de 147, sendo 69 casas e 41 prédios, contabilizando 471 unidades.

Os projetos mistos, que reúnem comerciais e residenciais em um mesmo empreendimento, tiveram 12 aprovações, em um total de 87 unidades. Neste caso, explica Otimar Bicalho, são 7,25 unidades por projeto, o que evidencia uma construção pequena. Da mesma forma, entre os não-residenciais a PBH licenciou 25 projetos, que somaram 109 unidades. "São 4,3 unidades por empreendimento. São imóveis pequenos também", ressalta o diretor da CMI/Secovi.

O que explica este quadro é o fato de Belo Horizonte não ter mais áreas disponíveis para construções de grande porte, que estão se deslocando para as cidades vizinhas. De acordo com Bicalho, a Capital tem hoje entre 15 a 20 mil lotes vagos, mas apenas a metade deles é aproveitável para a construção civil. "Em 1996, BH tinha 100 mil lotes vagos", compara.

A região Centro-Sul tem alguma reserva no bairro Santa Lúcia, mas o coeficiente de construção é muito baixo. Há áreas também no Buritis, prejudicadas pela dificuldade de acesso. "Já não está bom construir ali", afirma. A Leste não tem mais lotes disponíveis.(DiariodoComercio-BH)

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