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Oferta de imóveis comerciais tem alta

domingo, 14 de julho de 2013

Projeções de baixo desempenho da economia já podem ser sentidas no mercado imobiliário da Capital .
No segmento comercial, oferta teve crescimento de 26,45% no primeiro semestre, mas preços não caíram 

O desaquecimento da economia brasileira e as projeções de baixo desempenho já podem ser sentidos no mercado imobiliário belo-horizontino. No primeiro semestre do ano, a oferta de aluguel de imóveis no segmento comercial teve aumento significativo de 26,45%, em relação ao último semestre do ano passado, o que pode ser atribuído à entrega do ponto pelos empresários.

No segmento residencial a alta foi ainda mais expressiva, de 31,24%, mas, nesse caso, resultante de lançamentos planejados há dois ou três anos. Nos dois segmentos, a variação de preços ficou acima da inflação e a tendência é de que se mantenha nesse ritmo.

Esses dados são do estudo realizado pelo Instituto de Pesquisas Econômicas e Administrativas (Ipead/UFMG) e pela Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG). Segundo o vice-presidente da entidade, Fernando Júnior, o resultado da pesquisa semestral "quebra paradigmas" no mercado imobiliário, pois houve aumento expressivo na oferta nos dois segmentos.

No entanto, ele não acredita em redução de preços, tendo em vista a pressão da demanda, que continua forte em uma cidade como Belo Horizonte, com grande adensamento populacional, pouca oferta de imóveis e uma tradição em comércio e serviços. No semestre, enquanto a inflação medida pelo IPCA-Ipead ficou em 3,76%, a do segmento comercial chegou a 4,35%. Já no segmento residencial, a variação no semestre foi um pouco menor que a inflação, ficando em 3,27%.

Impacto - "No momento, não vislumbro impacto nos preços, pois a demanda continua grande e os imóveis começam a desaguar no mercado", observa Fernando Júnior, ressaltando, no entanto, que o aumento de oferta tem origens diferentes em cada segmento. O aumento de imóveis residenciais, segundo ele, é derivado de lançamentos, movimento que deve continuar até a Copa do Mundo, em julho de 2014. "Há dois ou três anos, o empresariado tinha confiança de que na época do evento a economia brasileira estaria bem aquecida e iniciaram a construção dos imóveis", considera.

Já no segmento comercial o motivo é justamente o contrário. Fernando Júnior observa que "os empresários estão com o pé no freio, desacelerando o ritmo dos negócios e investimentos". Como resultado, tem havido aumento na devolução de imóveis em relação ao mesmo período do ano passado.



No primeiro semestre, a oferta de aluguel de imóveis em BH no segmento comercial teve alta de 26,45% 

A expectativa da CMI é de que haja alguma melhora da economia no segundo semestre, em virtude do Natal. Mas se isso não acontecer, avalia, os empresários que buscam imóveis terão melhores condições de escolha. A recomendação de Fernando Júnior é de que, em nome da segurança do negócio, os empresários busquem as imobiliárias, para que possam fazer contratos mais seguros e profissionais.

Depois de dois meses seguidos de queda, a oferta comercial apresentou, em junho, a alta mais significativa do ano, com variação de 26,71% em relação a maio. Por tipos, o que apresentou a maior elevação foi a de galpões (42,11%); seguida pela de lojas (35,62%); casas comerciais (28,07% ) e salas (11,17%). No acumulado dos últimos 12 meses a oferta aumentou 38,78%.

Confirmando a percepção de que a pressão da demanda manterá os preços no mesmo ritmo ou um acima da inflação, em junho houve um aumento de preços de 0,62% em relação a maio, mais que o dobro do IPCA no período, de 0,26%. Por tipos, as maiores altas foram percebidas nas casas comerciais (1,09%); andares corridos (1,04%) e salas (0,85%), seguidos por galpões (0,38%); e lojas (0,30%). No acumulado dos últimos 12 meses o aumento de preços chegou a 10,10%, enquanto a variação da inflação foi de 5,87%.

Residencial - Em junho, enquanto o IPCA registrou alta de 0,26%, o valor do aluguel residencial teve aumento de 0,60%. Por tipos, o segmento que apresentou maior evolução foi a de casas (0,9%); seguida pelos apartamentos (0,57%) e barracões (0,36%). Por classes, os aluguéis de apartamentos apresentaram variações de 0,62% (luxo); 0,56% (alto e médio); e 0,36% (popular). No acumulado dos últimos 12 meses, a elevação de preços chegou a 7,06%, enquanto a inflação do período ficou em 5,87%.

Quanto à oferta residencial, a pesquisa apontou alta de 1,5% na variação mensal, sendo percebido aumento significativo para barracões (12,5%); seguido pelas casas (4,44%) e 0,62% para apartamentos. No acumulado dos últimos 12 meses a oferta residencial aumentou 36,12%.(DiariodoComercio-BH)

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