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IGP-M varia 0,75% em Junho 2013 - Reajuste de Alugueis fica em 6,31%

segunda-feira, 1 de julho de 2013

O IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) encerrou o mês de junho em alta de 0,75%, acima da variação estável (0,00%) registrada em maio, segundo dados divulgados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado também ficou um pouco acima do apurado em junho de 2012, quando a variação foi de 0,66%.
Com o resultado, a variação acumulada no ano até junho de 2013 é de 1,74%, ao passo que o total em 12 meses variou 6,31%. O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.
Um dos destaques do período ficou com o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que atingiu 0,68% no mês, revertendo a deflação de -0,30% vista em maio. O índice relativo aos Bens Finais variou 0,08% em junho, ante -0,05% em maio, por conta da aceleração registrada no subgrupo alimentos processados, cuja taxa de variação passou de 0,27% para 0,50%. Sem considerar os subgrupos alimentos in natura e combustíveis, o índice de Bens Finais (ex) registrou variação de 0,37%. Em maio, a taxa foi de 0,24%.
A variação do grupo Bens Intermediários variou 0,84%, muito acima do percentual registrado em maio (-0,18%). O subgrupo materiais e componentes para a manufatura passou de -0,09% para 1,18%, atuando como o principal responsável pela aceleração do grupo. O índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, variou 1%, ante -0,13% em maio.
Quanto ao índice de Matérias-Primas Brutas, a variação avançou de -0,77% em maio para 1,23% em junho, por conta do desempenho de itens como soja em grão (de 3,11% para 11,38%), milho em grão (de -7,96% para -1,39%) e aves (de -10,54% para -4,05%). Ao mesmo tempo, foram registradas desacelerações em itens como minério de ferro (de 5,13% para 0,34%), café em grão (de 0,82% para -4,24%) e cacau (de 6,95% para 1,03%).
Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu de 0,33% em maio para 0,39% em junho, puxado pelo desempenho do grupo Habitação, que passou de 0,22% para 0,64% devido ao comportamento do item tarifa de eletricidade residencial, cuja taxa passou de -1,20% para 0,08%.
Outros grupos que ampliaram suas taxas no período foram Transportes (de -0,12% para 0,30%), Educação, Leitura e Recreação (de 0,05% para 0,24%) e Comunicação (de -0,08% para 0,20%). De acordo com a FGV, os itens que mais contribuíram para estes movimentos foram tarifa de ônibus urbano (de -1,21% para 1,98%), passagem aérea (de -7,38% para 5,22%) e tarifa de telefone residencial (de -1,17% para 0,00%), nesta ordem.
Em contrapartida, os grupos que reduziram suas variações foram Saúde e Cuidados Pessoais (de 1,21% para 0,44%), Alimentação (de 0,36% para 0,23%), Vestuário (de 0,93% para 0,72%) e Despesas Diversas (de 0,24% para 0,03%). Para cada uma destas classes de despesa, destacam-se os itens medicamentos em geral (de 2,65% para 0,06%), hortaliças e legumes (de -3,03% para -5,15%), roupas (de 1,23% para 0,91%) e alimentos para animais domésticos (de 1,42% para 0,24%), respectivamente.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 1,96% em junho, acima do resultado de maio, quando o total foi de 1,24%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços avançou 0,58%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,56%. O índice que representa o custo da Mão de Obra variou 3,24%. Na apuração referente ao mês anterior, o índice variou 1,88%.

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