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Venda de imóveis cai em BH

sábado, 18 de maio de 2013

Número de unidades vendidas e de novos lançamentos caiu 30%, mas preços não acompanharam


Apenas imóveis inferiores a R$ 250 mil tiveram variação positiva, de 18%


O mercado imobiliário está vendendo menos em Belo Horizonte. Análise divulgada ontem pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG) mostra retração de aproximadamente 30% no número de unidades vendidas e também no número de lançamentos de imóveis na capital na comparação entre o primeiro trimestre deste ano e o mesmo período do ano anterior.

A mesma taxa de queda é observada no comparativo entre os últimos 12 meses e os 12 meses imediatamente anteriores. A pesquisa, realizada pelo Ipead/UFMG, refere-se à comercialização de apartamentos novos de um grupo de cerca de cem empresas da cidade.

A Lei de Uso e Ocupação do Solo é apontada por representantes do setor como a vilã da variação negativa nas vendas e lançamentos. As novas regras do texto sancionado em 2010 reduziram o potencial construtivo dos terrenos. O argumento é que vendeu-se menos porque construiu-se menos.

“Essa lei gerou um grande impacto no mercado de novos lançamentos em Belo Horizonte. Como houve restrição, houve também diminuição no potencial construtivo dos terrenos, e isso inviabilizou vários novos lançamentos. As construtoras estão migrando com os novos lançamentos para a região metropolitana e, nesse sentido, podemos destacar Betim, Contagem, Santa Luzia, Lagoa Santa, Vespasiano e Nova Lima”, explica Bráulio Franco Garcia, diretor da área imobiliária do Sinduscon-MG.

Apartamentos na faixa de R$ 250 mil a R$ 500 mil foram os que sofreram a maior derrocada: a queda nas vendas foi de 73% entre o primeiro trimestre de 2013 e o primeiro trimestre de 2012. “Nesse segmento, houve queda tanto no lançamento quanto na venda, em função do estoque. As construtoras não têm muito estoque para vender”, esclarece Garcia.

Unidades superiores a R$500 mil sofreram bem menos: a queda nas vendas foi de 6%. Voltada para o segmento de luxo, com apartamentos superiores a R$ 1 milhão, a EPO Engenharia teve incremento de 17% nas vendas. “Acredito que, por estarmos atuando em uma faixa diferente, os resultados tenham sido positivos”, diz Marcelo Carvalho, diretor comercial da empresa.

Apenas os imóveis inferiores a R$ 250 mil, que abarcam construções do “Minha Casa, Minha Vida”, tiveram variação positiva: 18%.

Preço. A diminuição nas vendas, porém, não deve se converter em queda no valor dos imóveis. “Não tem como baixar o preço porque não houve redução em nenhum ponto da cadeia construtiva”, diz o diretor do Sinduscon-MG. Carvalho acredita na acomodação do mercado, mas nem assim vislumbra queda nos preços. “A escassez de terrenos tem encarecido os preços e isso acaba sendo transferido para o valor final. Há também carência de mão de obra. Concorremos hoje com as obras de mobilidade urbana na cidade. Isso encarece os salários”.(OTempo)



Setor não vê indício de crise na capital



A queda nas vendas de apartamentos na capital não é indício de crise, segundo representantes do Sinduscon-MG. Lucas Guerra, vice-presidente da área imobiliária do Sindicato, nota que, apesar da retração observada no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, houve retomada nas vendas entre o último trimestre de 2012 e os primeiros três meses deste ano. “Em relação aos dois últimos trimestres, há uma curva crescente. Não existe espaço para a desestabilização do mercado”.

De janeiro a março deste ano, foram vendidas 826 novas unidades na capital, 68% a mais que de outubro a dezembro de 2012, segundo mostra a análise de mercado divulgada pelo Sinduscon. No mesmo intervalo, os lançamentos cresceram 48%.

O setor também enxerga alternativa nas cidades da região metropolitana, onde as leis para novas construções não são ainda tão restritivas quanto as da capital. “O setor continua otimista para curto e médio prazo. As construtoras estão procurando novos lançamentos e voltadas para as regiões vizinhas a Belo Horizonte”, diz Bráulio Franco Garcia, diretor da área imobiliária do Sinduscon-MG.

Outra aposta é no uso do imóvel para investimento. “O rendimento no mercado financeiro não tem sido atraente. Com isso, o imóvel continua sendo boa opção de investimento”. (PB)

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