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Preço dos Imoveis desacelera, mas queda maior é descartada

segunda-feira, 20 de maio de 2013


Diversos fatores, como, por exemplo, o custo de construção, impedem redução de valores atuais

Valores. Segundo advogado, tendência é de manutenção de uma correção próxima da inflação, havendo maior espaço para renegociar os preços dos imóveis




Imóveis residenciais, comerciais, novos, usados, na planta, dentre outras opções.
As ofertas imobiliárias espalhadas pela cidade e, até mesmo, pelo Estado são muitas e tendem a crescer. Porém, segundo especialistas, ao contrário do que grande parte da população espera, o valor dos empreendimentos não terá redução significativa no decorrer de 2013.

“Pesquisas apontam e a gente entende que o ritmo de subida vai diminuir, mas o preço dos imóveis não vai cair”, afirma Evandro Negrão de Lima Jr., presidente da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG).

Segundo Lima Jr., vários fatores contribuem para não haver queda. “O custo de construção, por exemplo, que envolve mão de obra, equipamento, dentre outros aspectos, subiu e tem subido. Sendo assim, fica inviável lançar projetos baratos como os de anos atrás”, afirma.

O advogado Kênio de Souza Pereira, presidente da Comissão de Direito Imobiliário da OAB-MG, concorda. “Há 25 anos a mão de obra correspondia a 30% do valor da construção, mas, diante do boom da construção civil, há carência de profissionais e o peso da mão de obra passou a corresponder a 52%”, complementa ele.

De acordo com ele, a falta de terrenos nos centros urbanos e a redução de potencial de construção a partir de 2010 também são fatores que estimulam a alta dos preços. “Muitas pessoas têm opinado sobre os preços dos imóveis sem aprofundar em diversas questões macroeconômicas, o que leva a diagnósticos equivocados, pois ainda persistem as condições que motivaram a alta de preços no decorrer do período de 2006 a 2011. Logicamente, não há mais espaço para alta de 25% ao ano como correu em 2010, mas o preço também não cairá de forma expressiva”, frisa o advogado, que diz, ainda, que não há clima para quedas expressivas, pois os ajustes de preço são lentos e previsíveis.

Expectativa
Embora as reduções tenham sido praticamente descartadas por especialistas, eles garantem que não há generalização.

“Poderá ocorrer uma queda de preços em torno de 20%, em curto prazo, em locais onde exista grande volume de oferta”, ressalta Kênio Pereira.Tanto o advogado, quanto o presidente da CMI/Secovi, Evandro Negrão, afirmam que a tendência é de manutenção de uma correção próxima da inflação, havendo maior espaço para renegociar os preços e as condições, especialmente nos locais onde as construtoras estão entregando grande volume de unidades compradas na planta.

Segundo eles, há empreendimentos que foram adquiridos por investidores, não havendo tanta demanda localizada para locais mais nobres. Nesse caso, diante da maior oferta, haverá margem para queimar as “gorduras” nos valores decorrentes de especulação.“Creio que, para vender mais rápido, os que compraram imóveis com preços mais acessíveis anos atrás aceitarão descontos e renegociações, pois continuarão no lucro devido à valorização”, opina Evandro Lima Jr.

Rentabilidade.
De acordo com os dois especialistas, apesar dos preços não terem alterações significantes, investir em imóveis continua mais vantajoso que as aplicações em renda fixa e poupança.“Imóveis têm apresentado rentabilidade muito maior do que qualquer aplicação financeira e continuam se valorizando acima da inflação”, diz Lima Jr.

clique e saiba mais“Empreendimentos corporativos também continuam a ser boas opções de investimento. Mas é importante escolher o local adequado, que tem perspectivas de crescimento da região, para valorizar acima da inflação. Em caso de aplicações na Savassi, zona Sul, não há como ocorrer valorização expressiva, pois a região nobre já está pronta, não havendo tanto o que melhorar”, aconselha Kênio Pereira. (OTempoBH)


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