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BH - Aluguéis comerciais em alta

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Mesmo com oferta maior, preços dos aluguéis comerciais continuam subindo


Mesmo com o aumento de quase 20% na disponibilidade de imóveis comerciais em Belo Horizonte nos últimos 12 meses, o valor do aluguel de salas, lojas, galpões e andares corridos continua subindo muito mais do que a inflação na cidade. Entre abril de 2012 e março passado, enquanto o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em BH foi de 5,60%, a variação de preços desses aluguéis chegou a 10,88%.

Já a locação de imóveis residenciais segue no sentido oposto, com tendência de que a elevação dos preços se aproxime cada vez mais dos índices inflacionários. Em 12 meses, o valor dos aluguéis de casas, apartamentos e barracões subiu 7,38% na capital.

"Essa é uma constatação que temos feito, o preço do aluguel residencial está se estabilizando, os aumentos exagerados que aconteceram há dois anos não vão se repetir", prevê Fernando Júnior, vice-presidente da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG).

Essa tendência se explica, em parte, pelo aumento da disponibilidade de imóveis residenciais para locação, que subiu 1,59% em março, 2,78% no primeiro trimestre de 2013 e 14,21% nos últimos 12 meses. Mas também tem muita influência a performance do setor imobiliário, cujos rendimentos estão sendo melhores do que os do mercado financeiro, ressalta Fernando Júnior. "As pessoas estão percebendo que investir em imóveis está mais seguro e mais rentável".


Comercial - Entretanto, no segmento comercial a disponibilidade cresceu ainda mais. Só em março o aumento foi de 9,40%. No trimestre chegou a 8,32% e no acumulado de 12 meses atingiu 19,53%. O destaque, neste caso, são as casas para fins comerciais. A oferta deste tipo de imóvel subiu 14,97% em março, a de salas 10,87%, de lojas 8,91%, de galpões 7,14% e a de andares corridos 5,88%. Ainda assim o valor dos aluguéis está em ascensão.

"O crescimento da economia eleva muito a demanda. As empresas procuram lugares maiores, outras querem se instalar na cidade, então a procura sobe constantemente", explica Fernando Júnior. No caso das casas comerciais - que têm estacionamento para clientes, ficam próximas da rua e não têm condomínio - o interesse é ainda maior. O mesmo acontece do outro lado, com muitos proprietários enxergando aí a possibilidade de melhorar seu ganhos.

Mas nas regiões comerciais mais valorizadas de Belo Horizonte - Savassi e no nos arredores da Igreja São José - haverá cada vez menos espaço para os pequenos empreendedores. Os aluguéis são inviáveis para eles, chegando, em março, a R$ 40,68 o metro quadrado, em média, no caso das lojas de frente.

Imóveis semelhantes nas regiões Leste ou Nordeste saem pela metade do preço: R$ 20,82 e R$ 20,38 o metro quadrado, respectivamente. As casas comerciais mais caras também ficam na Centro-Sul, custam cerca de R$ 31,87 o metro quadrado. Já na Pampulha o valor, em março, foi de R$ 23,98 e na região Oeste, de R$ 22,13.

Entre os imóveis residenciais, a oferta não cresceu em todos os segmentos. O que puxou o índice para cima foi a maior disponibilidade de casas, que aumentou 19,15% no mês de março.(DC)

1 comentários:

Alexandre 15 de maio de 2013 17:09  

Hoje em dia abrir um comercio em uma área residencial já não tem mais sentido.

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