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Crédito imobiliário cresce e venda de imóvel usado tem recuperação em SP

quarta-feira, 24 de abril de 2013


Sob o impulso da expansão do crédito imobiliário, nem o Carnaval conseguiu impedir a recuperação das vendas de imóveis usados na cidade de São Paulo em fevereiro. Na comparação com janeiro, as vendas de casas e apartamentos cresceram 11,83% segundo pesquisa feita com 421 imobiliárias pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP).

As vendas feitas no período com financiamento bancário representaram 54,75% do total de negócios fechados nas imobiliárias pesquisadas, ou 22,21 pontos percentuais a mais que em janeiro, quando foram financiadas 32,54% das unidades vendidas.

- Havendo crédito em condições acessíveis e suportáveis para o bolso das famílias, haverá compradores sempre - afirma José Augusto Viana Neto.

Ele considera que "comprador é uma espécie de bem cativo dos bancos", dado o tamanho do déficit habitacional do país, da ordem de 6 milhões de unidades, sendo aproximadamente 1 milhão apenas na Grande São Paulo.

- A Caixa Econômica Federal certamente sabe disso - destaca Viana Neto, ao lembrar do papel fundamental exercido pela instituição no apoio e suporte ao mercado imobiliário.

Ainda segundo ele, "a CEF praticamente monopoliza o financiamento da casa própria já que sua participação em fevereiro foi de 43,8% do total das vendas registradas, ficando todos os demais bancos com 10,95% do bolo de crédito imobiliário".

Essa participação da CEF tem sofrido poucas alterações ao longo do tempo, mas Viana Neto espera que isso mude rapidamente.

- Os bancos sabem que precisam fidelizar clientes nesse cenário novo de baixa rentabilidade do mercado financeiro, e não há melhor meio de fazê-lo do que com empréstimos de longo prazo e plena garantia como são os empréstimos imobiliários - afirma o presidente do Creci-SP.

Do total vendido em fevereiro pelas 421 imobiliárias pesquisadas pelo Creci-SP, 64,96% foram apartamentos e 35,04% casas. O total superou em 11,83% as vendas de janeiro. Os preços dos imóveis negociados por essas imobiliárias caíram 1,79% no período, na média geral de valores.

Os descontos concedidos pelos proprietários sobre os preços originais de venda variaram de 4,8% para os imóveis situados na Zona D a 7,14% na Zona A. Os imóveis mais vendidos na capital paulista em fevereiro foram os de valor superior a R$ 200 mil, representando 81,75% dos negócios fechados nas imobiliárias pesquisadas. Por faixa de valor, os mais vendidos foram os de preço final entre R$ 2.000,01 e R$ 3 mil o metro quadrado, com 22,61% do total.

As vendas distribuíram-se entre as Zona C (32,12% do total), D (24,09%), A (23,36%), E (13,14%) e B (7,3%). O preço de imóvel usado que mais subiu em fevereiro - alta de 48,54% - foi o de apartamentos de padrão médio com 8 a15 anos de construção e situados em bairros da Zona A, como Ibirapuera, Moema, Morro dos Ingleses. O preço médio do metro quadrado passou de R$ 5.722,22 para R$ 8.500.

A maior redução de preço médio efetivo de venda foi registrada na Zona D, que agrupa bairros como Jaçanã, Jaguaré, Jardim Miriam. O preço médio do metro quadrado baixou 42,36%, de R$ 5.493,53 em Janeiro para R$ 3.166,67 em Fevereiro.

A pesquisa feita pelo Creci-SP com 421 imobiliárias mostrou forte recuperação do mercado de locação residencial na capital em fevereiro. Os apartamentos representaram 60,23% do total alugado e as casas 39,77%. Esse número representou um crescimento de 26,59% em relação a janeiro, mês que havia registrado queda de 3,34% em comparação com dezembro. Os valores dos aluguéis ficaram estáveis no período, com alta de apenas 0,03% sobre Janeiro considerando-se a média geral de valores.

Os descontos concedidos pelos proprietários sobre os valores originais de locação variaram de um mínimo de 8,38% na Zona E ao máximo de 12,07% na Zona E. Os imóveis mais alugados na capital em Fevereiro foram os de aluguel médio até R$ 1.200, com 60,05% dos novos contratos.

Quem pagou mais pelo aluguel novo foi o locatário de casas de três dormitórios situadas na Zona B, que agrupa bairros como Cerqueira César, Chácara Flora, Alto da Lapa. O aluguel médio desses imóveis subiu 54,55%, passando de R$ 2.200 em Janeiro para R$ 3.400 em Fevereiro.

O aluguel que mais baixou - queda de 22,53% - foi o de casas também de três dormitórios, só que localizadas em bairros da Zona E, onde estão bairros como Brasilândia, Campo Limpo, Cangaíba. Esse aluguel era de R$ 1.261,11 em Janeiro e em Fevereiro caiu para R$ 976,92, apurou a pesquisa Creci-SP.

O fiador continua sendo o personagem principal da maioria dos novos contratos na parte reservada à concessão de garantia de pagamento em caso de inadimplência dos inquilinos. Ele é quem garantirá os pagamentos em 45,05% dos novos contratos, havendo inadimplência dos locatários. Os outros instrumentos de garantia são o seguro de fiança (25,54% do total de contratos), o depósito de três meses do aluguel (25,07%), a caução de imóveis (2,73%) e a cessão fiduciária (0,09%). Houve 1,51% dos contratos fechados sem garantia.

A inadimplência nas 421 imobiliárias pesquisadas foi de 4,1% sobre o total de contratos em vigor em fevereiro, o que resultou num aumento de 2,5% sobre o total de inquilinos com pagamento em atraso em janeiro (4% do total). Os inquilinos que devolveram as chaves de imóveis somaram 620, o equivalente a 58,44% das novas locações, ou 9,27% a mais que os 53,48% que fizeram a mesma coisa em Janeiro.

Segundo a pesquisa Creci-SP, a maioria das novas locações foi registrada na Zona C, com 38,08% do total. Na seqüência vieram a Zona D (25,54%), a B (13,57%), a E (12,44%) e a Zona A (10,37%).

Ao contrário do aconteceu em janeiro, em fevereiro houve queda do número de ações judiciais nos Fóruns da capital. A redução do número de processos foi de 43,55%, com 3.498 ações - haviam sido propostas 6.197 em janeiro.

As ações renovatórias do aluguel tiveram a maior queda, de 68,6% na comparação do período - de 172 para 54 ações. Foram seguidas pelas ações de rito sumário, com redução de 47,65% - o número caiu de 4.539 em janeiro para 2.376 em fevereiro.(MonitorMercantil)

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