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Taxa menor aquece Feirão da Casa Própria

sábado, 5 de maio de 2012


Redução dos juros oferecidos para os financiamentos imobiliários da Caixa atrai compradores interessados em apartamentos mais caros

Novas taxas, novos compradores. O início da vigência dos juros menores para o crédito imobiliário atraiu um novo perfil de investidores para a oitava edição do Feirão da Casa Própria, organizado pela Caixa Econômica Federal. Antes bastante restrito a classes do programa Minha casa, minha vida, o evento, que termina amanhã, atraiu ontem pessoas de todas as faixas de renda, interessadas pelas taxas de juros, que podem ter redução de até 21% ao ano. A expectativa é de que nos três dias do feirão sejam firmados negócios que, somados, devem superar a marca de R$ 1 bilhão, num crescimento de 19,04% em relação ao registrado no ano passado. Mas ontem o ritmo foi bem tímido, com apenas R$ 12 milhões em contratos firmados, e R$ 105 milhões em negócios encaminhados, que podem representar a venda de 760 imóveis na próxima semana.

Ao todo, mais de dois terços dos imóveis listados se enquadram no programa imobiliário do governo federal, com limite de venda em R$ 150 mil, mas neste ano a expectativa é de que as unidades em outras faixas de preços também tenham boa procura. O casal Alessandro Guedes e Érika Setragni, por exemplo ontem estava em busca de um apartamento de valor superior. Passados cinco anos do casamento, eles decidiram usar uma verba guardada para dar de entrada na sonhada casa própria e sair do aluguel. A procura é por uma unidade na Região Leste, preferencialmente nos bairros Floresta e Sagrada Família, com valor de até R$ 250 mil. “Viemos ao Feirão passado e não conseguimos, mas desta vez está quase certo. Com a queda de juros, a parcela coube no nosso orçamento”, afirma Alessandro.

O crescimento da participação dessa fatia da população na aquisição dos imóveis se deve ao fato de que as mudanças nas taxas do crédito imobiliário não atingem às unidades do Minha casa, minha vida, já beneficiadas por níveis mais baixos de juros. A redução facilita a compra das famílias com renda a partir de R$ 3,1 mil. Segundo cálculos da Caixa, se calculada redução máxima, passando de 10% ao ano para 7,9% (condição válida apenas para clientes com relacionamento com o banco e também conta salário vinculada à instituição), a economia pode chegar a R$ 18 mil para um apartamento de R$ 200 mil financiado em 10 anos.

Apesar da melhoria nas condições dos financiamentos, o superintendente regional da Caixa Econômica Federal em Minas Gerais, Rômulo Martins, diz acreditar em aquecimento do mercado apenas no próximo ano. Isso porque ele considera que outros fatores influenciam o setor. A recuperação da economia externa, por exemplo, é fundamental para que as vendas sejam alavancadas novamente. “O retorno do crescimento se dará em médio prazo. Acredito que até o próximo ano o setor ficará estabilizado”, destacou.
Crédito ainda mais barato no BB
 O Banco do Brasil anunciou ontem mais um corte nas taxas de juros, desta vez apenas para pessoas físicas e nas linhas de crédito pessoal, cheque especial e veículos. O banco promete anunciar na semana que vem redução para empresas e diminuição de taxas de administração de fundos de investimento. O anúncio foi feito pelo vice-presidente de Negócios de Varejo do BB, Alexandre Corrêa Abreu. A redução foi a terceira promovida pelo banco em um mês. As novas taxas são válidas para clientes que têm conta salário no BB ou que aderiram ao programa Bom para Todos.

No cheque especial, a taxa máxima mensal caiu de 8,31% para 3,94%, que agora é a taxa única do produto. No crédito pessoal, caiu de 5,79% (ao mês) para 3,94%. No financiamento de veículos, a taxa média caiu de 3,20% para 1,58%. Abreu destaca que houve forte aumento dos desembolsos desde que o BB cortou os juros. De 12 a 30 de abril, houve alta de 156% na liberação de recursos, comparando esse período a março, quando não havia redução nas taxas. A liberação diária de empréstimos chegou a ultrapassar R$ 40 milhões.

O BB apresentou números que revelam que a sua participação no mercado de financiamento de veículos dobrou em abril, considerando a originação de financiamentos de veículos. A fatia do banco subiu de 4% em março para 7% em abril. Ontem, além do corte de juros, o BB anunciou também uma nova linha para pessoas que não recebem salário pelo banco, com garantia de imóvel próprio, que tem juros 1,52% a 1,60% ao mês e prazo de 180 meses. Quem não tiver imóvel próprio, pode dar o veículo como garantia, mas as condições são diferentes.(UAI/ECONOMIA)

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