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Metro quadrado chega a R$ 5,6 mil na Capital Cearense

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Secovi-CE sinaliza que já se pode constatar arrefecimento na valorização dos bens no setor imobiliário

A rápida valorização dos imóveis na Capital cearense registrada, sobretudo, nos últimos anos, tem se intensificado. Nas rodas de bate-papo, seja qual for o nível social de seus integrantes, é raro não ouvir comparações como a do tipo: "hoje, esse terreno está custando três vezes mais do que valia bem pouco tempo atrás". Mesmo com o crescimento no patamar dos preços praticados no setor, aumenta o número de pessoas interessadas em adquirir imóveis, em especial, nas áreas mais cobiçadas da Cidade.

É o caso da Aldeota, onde o valor médio do metro quadrado chega a atingir a marca de R$ 5.649,00, registrando um incremento de aproximadamente 51% em relação a 2010. Os dados são da última pesquisa do Sindicato das Empresas de Compra, Venda e Locação de Imóveis no Ceará (Secovi-CE).

Os outros bairros mais valorizados, segundo o Secovi, são: Porto das Dunas (R$ 5.048,00), localizado no município de Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza; Meireles (R$ 5.417,00); Cocó (R$ 4.806,00); e Guararapes (R$ 4.347,00).

Arrefecimento

Apesar dos preços dos imóveis continuarem em ascensão na Capital, o mercado já sente que o ritmo de crescimento está menor. "O preço se ajustou à diferença da oferta e da procura. O que sentimos é que o preço está ajustado e que as vendas continuam. A maioria da população quer comprar um imóvel e aproximadamente 97% dessa demanda é de pessoas com renda até cinco salários mínimos", afirma o presidente do Secovi-CE, Sérgio Porto.

O dirigente do Secovi-CE acrescenta que o déficit habitacional do País é de aproximadamente 7 milhões de moradias. "E a gente não está produzindo nem um milhão por ano. Então a procura deve continuar grande nos próximos anos", completa. Em Fortaleza, os lançamentos de empreendimentos residenciais permanecem em alta. Em 2011, foram lançados 29 empreendimentos com área total de 414.057,74m². Já em 2010, foram 39 lançamentos com área total de 226.574,55m², enquanto em 2009 foram 24 novas construções e um total de área comercializada de 208.630,66m².

Aluguéis

No caso do mercado de aluguel de imóveis, o Meireles é um dos bairros mais procurados, possuindo também o maior valor médio por metro quadrado, segundo o levantamento produzido pelo Secovi-CE.

"Os imóveis localizados no Meireles são alugados rapidamente, apesar de possuírem um preço um pouco mais alto. Muita gente ainda quer morar perto da praia, fator que contribui para o maior preço nessa região. Atualmente, o valor médio do aluguel de um apartamento de tamanho entre 70 m² e 80m² gira em torno de R$ 1.800,00", afirma a diretora Comercial da SJ Imobiliária, Lídia Vieira.

Expansão para o Sul

Segundo ela, a procura por imóveis também vem crescendo significativamente no lado Sul de Fortaleza, elevando também os preços. "A cidade está crescendo para o lado da Av. Washington Soares, do Cambeba.

Então, os imóveis localizados nesse entorno são muito procurados e o preço do metro quadrado nessa região vem crescendo, se assemelhando aos valores encontrados na Aldeota", afirma, acrescentando que o aumento dos preços na região também está associado ao fato de existirem ali muitos imóveis novos, além de, hoje em dia, seguirem o modelo clube, sendo mais compactos, mas possuindo uma ampla área de lazer, o que agrega valor.

A diretora acredita que a procura por imóveis na região Sul de Fortaleza continuará a crescer nos próximos anos, uma vez que os bairros da área são independentes, possuindo empreendimentos como shoppings, escolas, bancos e supermercados, dentre outros.

Retomada

De acordo com o presidente do Secovi-CE, não houve supervalorização do preço dos imóveis nos últimos anos, o que houve foi uma retomada de preços no setor, que estava estagnado. Entre os fatores que contribuíram para essa mudança no mercado, estão o crescimento da renda da população, a maior facilidade de financiamento e a elasticidade nos prazos pra financiar um imóvel.

"Nós ficamos sem financiamento imobiliário por 12 anos, de 1992 a 2004. A retomada do financiamento deu uma aquecida no mercado. Além disso, os prazos maiores para financiamento também contribuíram, pois muitas pessoas não podem comprar um imóvel à vista ou com um desembolso mensal de R$ 4.000,00, mas podem pagar R$ 400,00 por mês, com um prazo de 30 anos para pagar", explica Sérgio Porto. (DiarioDoNordeste)

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