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Mercado BH: Linha Verde continua a valorizar imóveis da região

segunda-feira, 23 de abril de 2012



Apartamentos. Esse tipo de imóvel foi responsável por 69,41% das vendas realizadas em Belo Horizonte, no ano passado, e também é maioria dentre os empreendimentos na região da Linha Verde

A partir de 2009, com a Linha Verde já finalizada e a Cidade Administrativa prestes a ser entregue, não era difícil encontrar quem previsse uma enorme valorização para o setor imobiliário da região às margens dos empreendimentos e um grande desenvolvimento para todo o Vetor Norte.

Hoje, cerca de quatro anos após a implantação da via, que proporcionou uma ligação direta entre Belo Horizonte e o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, os profissionais que trabalham no ramo são unânimes ao avaliar o crescimento da região, que nos primeiros anos de benfeitorias chegou a dobrar.

"A valorização chegou a 70% desde 2009. Mas já houve imóveis com 100% de aumento em seu valor", destaca o diretor da a Leal Netimóveis Jamerson Leal.

O diretor da imobiliária, que está localizada no bairro Palmares e atua há cerca de dez anos na região, conta que viu aumentar a procura por imóveis nos bairros no entorno da Linha Verde, nos últimos anos. Segundo ele, que também é diretor da Câmara do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi), a criação da Cidade Administrativa, as obras viárias e o aumento na oferta de crédito foram os principais responsáveis pelo aumento na demanda.

"Há alguns anos a gente percebia nos compradores de imóveis uma certa resistência com a região. Mas, com a Cristiano Machado, esses problemas se resolveram e tudo isso se tornou um atrativo", diz.

O diretor da Lar Imóveis, Luciano Guimarães, lembra que as obras realizadas no Vetor Norte beneficiaram cerca de 60 bairros e dez municípios. Segundo ele, é possível perceber que investidores de outras regiões migraram para os bairros próximos da Linha Verde. "A gente vê que a oferta de imóveis aumentou porque algumas construtoras foram para essa região. Mas ainda não é suficiente para a demanda", afirma.

Caminho do aeroporto. Quem também cita um forte aumento no número de negociações é o diretor de vendas da Lopes Imobiliária, Ramon Antunes. Ele defende que as obras viárias no Vetor Norte, que incluem a Linha Verde e outras alças de acesso, foram determinantes para o interesse de compradores por esses bairros, que vão desde os mais tradicionais, como o Cidade Nova, aos localizados na região de Venda Nova, como o Santa Mônica, passando ainda por bairros como o Palmares. "Estamos vendo uma migração para os bairros que estão no caminho do aeroporto", relata.

No entanto, Antunes acredita que a fase de maior alta nos preços já passou. "A curva de valorização imobiliária não vai ser tão forte como foi em 2008 e 2009", afirma, ressaltando que a alta nos preços deve se manter moderada.

Quanto aos valores dos imóveis nessa região, Jamerson Leal explica que mesmo com a valorização crescente é possível encontrar preços mais em conta. "Com um determinado investimento você consegue ter um custo-benefício muito bom e encontrar um excelente imóvel", diz. E completa. "A diferença entre um apartamento aqui e na região Centro-Sul está menor", destaca. Para Leal, a previsão para o futuro é positiva. "A região é promissora e nossa expectativa de crescimento é de 60% em volume de negócios".


DESENVOLVIMENTOBairros ganharam em infraestrutura e serviços

Junto com o fôlego ganho pelo mercado imobiliário mineiro a partir de 2004, e com as benfeitorias realizadas no Vetor Norte e entregues a partir de 2009, vários benefícios vieram para os bairros da região.

Para o diretor da Leal Netimóveis, Jamerson Leal, o êxodo para a região Norte vem acontecendo pouco a pouco e, junto com ele, vários bairros começaram a receber investimentos em infraestrutura, ganhando, por exemplo, um comércio mais forte. "É possível perceber que as pessoas não vieram todas de uma vez só. Mas as que vieram provocaram um aumento, principalmente, na prestação de serviços", afirma.

Um dos exemplos dessa valorização é o bairro Palmares que, segundo Leal, teve um forte crescimento comercial nos últimos anos. "Somado a isso, temos um número elevado de novas edificações com excelente padrão de construção", acrescenta.

Outro exemplo é o Cidade Nova, bairro nobre da região Noroeste no qual, mesmo antes da finalização da Linha Verde, já era possível encontrar farmácias, restaurantes, grandes supermercados, bancos, shoppings, escolas de ensino médio e preparatórias para vestibular e cursos de idiomas. Com a via, o acesso entre o bairro e o centro foi facilitado, contribuindo para a valorização dos imóveis da região.




Custo. Luciano Guimarães, da Lar Imóveis, explica que morar próximo à Linha Verde ainda é mais barato, mas que muitos imóveis nessa região chegaram a dobrar de valor

LINHA VERDE
Região recebe investidores

Mesmo com a queda no número de vendas de apartamentos no ano passado, o que sinaliza uma acomodação do setor imobiliário em Belo Horizonte, a quantidade total de negócios segue crescendo e a valorização dos imóveis está acima da inflação. Em 2011, o número de apartamentos comercializados na capital sofreu uma baixa de 6,6% em comparação ao ano anterior. Apesar disso, o valor total das transações teve um aumento de 17,71%, segundo dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead-MG).

E é justamente a valorização acentuada, que se destaca no Vetor Norte e nos bairros próximo
s a Linha Verde, que tem atraído investidores para esta região.

Um deles é o diretor de venda da Lopes Imobiliária, Ramon Antunes, que em 2009 adquiriu um apartamento no bairro Santa Mônica, na região de Venda Nova. Ele conta que foi a informação que o levou a comprar um apartamento nessa região. "Eu posso dizer que tive a tranquilidade de investir nesse produto por causa dessa perspectiva de crescimento", diz.

Antunes, que possui outros cinco imóveis em partes diferentes da cidade, explica que a previsão de ganhos com o investimento já beira os 50%. "Eu consegui, até agora, uma valorização de 46% do valor real do imóvel", diz.

O investidor ainda reforça que, no hora de escolher um empreendimento, é importante avaliar as condições do produto. "No meu caso, o condomínio tem características de resort, com área de lazer e outros itens que contam muito para a valorização".

Hotelaria. O proprietário do Ramada Airport Hotel, em Lagoa Santa, José Geraldo Teixeira, conta que o empreendimento começou a ser desenvolvido junto com o retorno dos voos ao aeroporto de Confins, em meados de 2005. Para ele, desde a inauguração, em outubro de 2007, o crescimento, tanto da demanda para o hotel quanto da região, apresentou uma alta considerável. "O crescimento é assustador. E o número de hospedagem tem crescido muito. Inclusive, já estão vindo outros hotéis para a região", diz.

Para José Geraldo, a principal vantagem na implantação desse tipo de estabelecimento em regiões às margens da Linha Verde é o acesso direto ao aeroporto. No entanto, segundo o empresário, o crescimento dessas áreas merece atenção e planejamento. "A prefeitura de Lagoa Santa tem se preocupado muito para que não haja um crescimento desordenado. A vinda de novos hotéis preocupa porque a região pode não suportar", afirma.

Já para o diretor da Lar Imóveis, Luciano Guimarães, é justamente a falta de acomodações que preocupa. "Nós vamos sofrer com o turismo em Belo Horizonte. Porque a cidade não tem hotéis suficientes. Muitas construtoras estão querendo se instalar em algumas regiões, mas não conseguem", destaca, se referindo aos movimentos contra a verticalização da região da Pampulha.

O diretor de vendas Ramon Antunes ainda explica que os investimentos realizados ao longo da Linha Verde proporcionaram benefícios tanto para antigos como para novos moradores. "Sempre que investimos em estrutura e desenvolvimento, investimos também no progresso e bem estar de quem mora naquela região", conclui. (OTempo-BH/Imoveis&Construcao)



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