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Financiamento da casa própria fica mais barato

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Caixa diminui taxas do crédito imobiliário em até 21%. Para imóveis de R$ 500 mil,com prazo de 30 anos, a economia ao longo do financiamento pode chegar a R$ 56 mil

No país do sonho da casa própria, o corte nos juros chegou ao crédito imobiliário e vai gerar uma economia que pode equivaler a mais de 10% do valor do imóvel ao longo do período do financiamento pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH). A Caixa Econômica Federal acirrou ontem a guerra dos juros entre os bancos com o anúncio de corte de até 21% nas taxas cobradas nas linhas de crédito para compra de imóveis. Os novos juros vão beneficiar principalmente a classe média e atendem o desejo da presidente Dilma Rousseff, de reduzir o custo do crédito no Brasil e impulsionar o consumo e o setor produtivo, sobretudo a construção civil, que é intensiva em mão de obra. Com a restruturação da carteira, um levantamento preliminar da Caixa prevê que a instituição deve incrementar o volume de concessões em um montante entre R$ 6 bilhões e R$ 10 bilhões este ano.

A maneira das outra taxas que já caíram, o movimento é novamente encabeçado por um banco público e deve ser seguido pelos outros bancos – mas nesse caso, a carteira da Caixa representa 74% deste mercado. Para imóveis dentro do SFH –até R$ 500 mil –, os juros hoje são de 10% ao ano para o público geral e 8,9% ao ano para cliente com relacionamento (cliente do banco). Essas taxas caem agora para 9% e 8,4% ao ano, respectivamente. Haverá ainda taxa de 7,9% para cliente que recebe salário no banco. Para imóveis fora do SFH – acima de R$ 500 mil –, os juros atualmente são de 11% ao ano para o público geral e 10,5% ao ano para cliente com relacionamento. Essas taxas caem agora para 10% e 9,2% ao ano, respectivamente. Haverá ainda taxa de 9% para cliente que recebe salário no banco.

E quando o assunto é desconto, interessa ao brasileiro, tradicionalmente, aproveitar a redução, mesmo que ela esteja diluída no longo prazo. É o que deve garantir a corrida ao crédito imobiliário para que a Caixa Econômica Federal se prepara no feirão que vai inaugurar as novas taxas reduzidas, anunciadas ontem para essa modalidade, de 4 a 6 de maio (data do evento no Expominas, em Belo Horizonte, e em outras quatro capitais). Os juros menores valem para contratos firmados a partir dessa data e não contemplarão portabilidade ou renegociação de atuais contratos.

Na calculadora Simulação a partir do corte nos juros do crédito imobiliário anunciado pela Caixa, feita por especialistas a pedido do Estado de Minas, mostra que a economia, levando em conta o valor total do financiamento pode ser significativa no longo prazo. Em financiamento de um apartamento de R$ 500 mil, o valor total do imóvel financiado chegaria a R$ 961 mil, com a nova taxa de 9%, ante o R$ 1,016 milhão somado no fim do financiamento com as taxas cobradas no mercado (em média, 10%). A simulação considera financiamento de 80% do valor do imóvel, segundo Marcelo Prata, presidente do Canal do Crédito: “O valor da economia, ao longo dos 30 anos com a redução das taxas é de R$ 56 mil, sem o desconto da poupança”.

Descontando o rendimento da poupança no período, a economia será de R$ 6 mil. A simulação considera os juros contratados no balcão, em imóvel no valor limite do Sistema Financeiro de Habitação (SFH). Clientes com relacionamento com banco e que tenham suas contas-salário na Caixa têm condições mais vantajosas. Se o cliente da Caixa for financiar um imóvel de até R$ 170 mil, nas regras do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e tiver relacionamento e conta salário, a taxa máxima cai dos atuais 8,4% para 7,9% anuais. E pode chegar a 7,4% se o mutuário também for cotista do FGTS, inclusive para financiamentos do Minha Casa Minha Vida, na faixa de renda acima de R$ 3,1 mil. Segundo o banco, a economia para um financiamento de R$ 100 mil, por exemplo, dentro dessas regras, será de R$ 450 no primeiro ano e de R$ 7 mil em 30 anos. Em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, o Feirão da Caixa está marcado para 25 a 27 de maio.

Sem risco de inadimplência


Diante do novo posicionamento da Caixa, dirigentes da instituição negam a possibilidade de aumento de inadimplência. A previsão é de manutenção desse índice em 1,7% até o fim de 2012. “A renda das família melhorou e isso permitiu que esse percentual viesse caindo ao longo dos anos, mesmo com o crescimento da carteira”, observou José Urbano Duarte, vice-presidente de Governo e Habitação da Caixa. Ainda segundo ele, a maior parte dos contratos é feito por famílias com contratantes de até 45 anos e que adquiriram um imóvel para morar e não como investimento – 93,9% dos financiamento é com alienação fiduciária, uma garantia a mais para a instituição, que em caso de não pagamento pode tomar o imóvel adquirido pelo cliente.

Os dirigentes da Caixa afirmaram ainda que não houve necessidade de aumentar provisões para baixar taxas e que esse novo patamar de juros não deve impactar o índice de Basiléia – espécie de colchão de proteção dos bancos que tem de ser o equivalente, a no mínimo 11% do patrimônio. “Não tivemos de aceitar mais risco para reduzir taxas. Fizemos tudo de forma consciente e com embasamento técnico”, frisou Urbano.(UAI/ECONOMIA)

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