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Em alta no Piauí, mercado imobiliário exige qualificação

segunda-feira, 2 de abril de 2012


Além de garantir capital rápido, com remuneração que varia entre 5% e 6% do valor final do negócio, tem gerado boas oportunidades no Estado.


Ofertas de empreendimentos, desejo da casa própria são responsáveis pelo crescimento do setor. (Foto Reprodução)

Uma pesquisa realizada recentemente pela Associação de Investidores Estrangeiros em Imóveis (Afire - sigla em inglês) apontou que o Brasil foi escolhido como o segundo melhor país do mundo para se investir em imóveis comerciais. O levantamento deixou o país atrás apenas dos Estados Unidos, sendo citado por 18,6% dos entrevistados como o local que abriga as melhores oportunidades de valorização para esse tipo de empreendimento.

Esse dado é apenas mais um dos vários que demonstram o fortalecimento do ramo da construção civil no país, mas esse visível crescimento que se destaca sobretudo no estado do Piauí, tem exigido avanços nos diversos setores envolvidos, principalmente no que se refere à questão da corretagem imobiliária. A cada ano, novos empreendimentos são lançados no estado, o que tem valorizado mais ainda a função do corretor de imóveis, cujo papel é auxiliar o processo burocrático relacionado à aquisição de um imóvel. A profissão, além de garantir capital rápido, com remuneração que varia entre 5% e 6% do valor final do negócio, tem gerado boas oportunidades no estado.

De fato, a experiência conta muito quando se fala em negociar um imóvel, mas a qualificação profissional é imprescindível para se destacar no mercado de trabalho. Para atuar legalmente na área, os Conselhos Regionais de Corretores de Imóveis (CRECI) determinam como pré-requisito o cursotécnico de transações imobiliárias. A partir da conclusão desse curso, que aborda matemática financeira, português e noções de legislação imobiliária e de engenharia, é que o profissional estará apto e poderá receber a credencial do órgão.

Em nível nacional, o ensino voltado para o setor imobiliário já existe e tem grande demanda, oferecendo cursos superiores bem mais amplos e que dão conhecimentos a mais ao profissional. Em contrapartida, no Piauí o ensino ainda está muito distante do ideal que se exige para o mercado atual. Pelo menos é o que afirma o corretor de imóveis Nogueira Neto.

“A qualificação nesse setor ainda é pequena quando você trata a profissão propriamente dita. Hoje o que se vê é que estão ingressando na atividade muitos advogados, arquitetos, economistas, o que dá um respaldo, pois esses cursos facilitam o trabalho. Mas quando você vê somente a profissão do corretor, que exige apenas nível médio, a qualificação é muito precária”, explica Neto.

De acordo com o profissional, nessas três décadas, apenas duas instituições de ensino superior se propuseram a oferecer o curso de nível superior. Para Nogueira Neto, essa situação retrata os esforços das instituições em fomentar a área, mas ainda é pequeno para o desenvolvimento da profissão. “Se o corretor não se recicla, perde espaço, já que a concorrência es tá grande. Mas o que temos de dificuldade é que a entidade representativa oferece pouca oportunidade e temos essa deficiência, que é notável”, pontua. (MeioNorte.Com)

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