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Casa própria sairá mais barata na Caixa Econômica Federal

segunda-feira, 30 de abril de 2012



As taxas de juros estão caindo, mas o tomador de crédito deve ficar atento ao CET, que é o índice que realmente importa


FLÁVIO TAVARES
Caixa
Na Caixa, as novas taxas estarão disponíveis no próximo mês


As taxas de juros cobradas pelos bancos para o financiamento de imóveis cairão significativamente nas próximas semanas. Mas, mais do que os juros, o tomador do crédito deve ficar atento ao Custo Efetivo Total (CET) cobrado pelos bancos. O CET é a soma da taxa do empréstimo e os tributos, seguros, tarifas, taxa de administração e outros custos incidentes sobre o financiamento, e expressa o índice que efetivamente incidirá sobre o empréstimo.

Quando passar a valer a redução de até 21% nas taxas do crédito imobiliário da Caixa Econômica Federal, a partir de 4 de maio, o Custo Efetivo Total (CET) cobrado pelo banco será o menor do mercado, pelo menos na comparação com o que é praticado hoje. Para imóveis de até R$ 500 mil, dentro do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), os juros da Caixa passarão de 10% ao ano para 9% ao ano. Para os correntistas que possuírem conta salário no banco, a taxa chegará aos 7,9% a.a. Já nos imóveis que custam acima de R$ 500 mil, os juros estarão entre 9% a.a e 10% a.a, dependendo do relacionamento do cliente com o banco. Atualmente, as taxas variam de 10,5% a 11%.

Para financiar um imóvel de 250 mil, com uma entrada de 50 mil, em um prazo de 20 anos, a melhor taxa de juros a ser oferecida pela Caixa será de 7,9% a.a, enquanto atualmente é de 10% a.a. Já o CET passará dos 11,08% a.a vigentes hoje, para 8,75% a.a. Em uma operação de crédito idêntica, o CET de quatro dos principais concorrentes da Caixa –Banco do Brasil, Bradesco, Santander e Itaú– fica entre 11,03% a.a. e 11,99% a.a. O HSBC não faz simulações pelo site, mas a assessoria de imprensa do banco informou que está estudando a possibilidade de também reduzir as taxas.

Na maioria dos casos, o bom relacionamento do correntista com a instituição financeira ajuda a reduzir as taxas acessórias cobradas pelos bancos que, no conjunto, formam o CET e acabam por onerar bastante o tomador do crédito imobiliário. No Banco do Brasil, por exemplo, os juros de um financiamento de R$ 200 mil é de 10%, que somado às outras taxas, acabam por compor um CET 11,03%. Porém, clientes com algum tipo de convênio no banco podem conseguir juros a 8,4% a.a e um CET a 9,43%. Os próprios sites das instituições financeiras alertam para essa possibilidade de negociação de taxas.

Para o diretor da Associação dos Mutuários e Moradores de Minas Gerais, Silvio Saldanha, o ideal agora é que os mutuários esperem um tempo antes de buscarem um financiamento. Isso porque, quando outros bancos começarem a reduzir os juros, a capacidade de barganha na hora de se fechar um contrato vai aumentar.

Além disso, depois de assinado um contrato, as possibilidades de se reduzir os valores são muito pequenas. Na CEF, por exemplo, aqueles que já conseguiram o financiamento não conseguião negociar redução das taxas reduzidas, segundo o gerente regional do banco, Marivaldo Ribeiro. “Não é possível reduzir os contratos vigentes porque existe um princípio de segurança jurídica”, afirmou. (Jornal HojeemDia-BH)

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