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MG - Mercado Imobiliario aposta em acomodação

sábado, 17 de março de 2012

Cenário atual não prevê uma desaceleração dos preços dos empreendimentos em Minas.  

Embora o mercado imobiliário caminhe para um crescimento menor em 2012, o cenário atual não prevê uma desaceleração dos preços dos imóveis em Minas Gerais no curto e médio prazo. A perspectiva, segundo entidades ligadas ao setor, é que, no máximo, ocorra uma leve acomodação dos negócios.

A existência de um grande déficit habitacional no país é ainda o principal argumento do setor da construção civil para manutenção da demanda aquecida. Além disso, o mercado é suscetível ao comportamento de juros, crédito e da renda, que têm sido altamente favoráveis nos últimos anos.

"Temos taxas de juros baixas e o crédito imobiliário só cresce. Isso estimula o mercado, principalmente o de baixa renda", afirmou o vice-presidente da área de incorporadoras da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Belo Horizonte (CMI/Secovi), Evandro Negrão de Lima Júnior.

Os últimos dados divulgados pelo Ministério das Cidades apontavam para a existência de um déficit habitacional de 5,5 milhões de moradias no país. Em Minas Gerais, esse déficit era de 476 mil e, em Belo Horizonte, de 115,6 mil.

Conforme o dirigente, mesmo com o arrefecimento no percentual de crescimento do setor percebido no último ano em relação ao anterior - em 2010, a indústria da construção civil cresceu 11,6% em Minas; no ano passado, esse acréscimo foi reduzido para cerca de 5% - não há espaço para queda nos preços dos imóveis.

" preciso levar em conta os custos das construtoras que continuam subindo, por isso é impossível falar em queda de preços", destacou. Segundo Lima Júnior, também não é correto atrelar o crescimento do setor ao do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.


Acomodação - "O crescimento do país é subjetivo. O cenário do mercado imobiliário não, ele depende dos fatores que falei anteriormente: crédito, taxa de juros e também do aumento real da renda da população", ressaltou. 

Além disso, não é novidade que o mercado imobiliário caminha para uma redução em seu ritmo do crescimento. O presidente do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis de Minas Gerais (Creci-MG), Paulo Tavares, disse que esse comportamento era esperado e natural depois das altas sucessivas dos preços dos imóveis ocorridas nos últimos anos.

"O mercado imobiliário brasileiro passou décadas parado e após a onda de expansão dos últimos anos ainda sobreviveu ileso pelas crises que afetaram o segmento em outros países, como nos Estados Unidos. Agora estamos caminhando para um período de leve acomodação", afirmou.

Na opinião do presidente do Creci-MG, isso deve acontecer a partir do segundo semestre deste ano. Ele aposta que os preços dos imóveis devem continuar se valorizando, mas diferente do que vinha ocorrendo nos últimos anos, essa valorização será menor e mais lenta.

"Isso vai acontecer em função da grande desova de imóveis que vai acontecer no mercado devido aos atrasos nas entregas das chaves pelas construtoras. Em Belo Horizonte, há casos de atrasos superiores a dois anos. Com o aumento da oferta, é natural que a demanda caia um pouco e os preços se adequem", disse.

Nas construtoras mineiras também não há qualquer sinal de redução nos negócios para este ano. "O diretor da Mobyra Incorporadora, Rodrigo Nunes, concorda que a evolução das vendas será menor em 2012, mas o mercado não deve deixar de crescer. "A tendência é termos um fluxo de lançamentos menor, mas o cenário deve permanecer favorável para o mercado imobiliário pelo menos pelos próximos dez anos", aposta. 

(DiáriodoComércio/Economia)

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