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Mercado imobiliário valoriza e praticamente dobra no Litoral Norte de SP

segunda-feira, 5 de março de 2012


Boraceia, na língua tupi, significa reunião de gente. E a expressão não poderia ser mais atual para definir um bairro cheio de peculiaridades e que não para de crescer em Bertioga. Mesmo sendo 35 quilômetros distante do Centro, já na divisa com São Sebastião, o local chega hoje a aproximadamente 6 mil moradores. Boa parte destes munícipes mora no condomínio Morada da Praia, um dos maiores da Cidade.

Com este crescimento veio também, assim como no resto da Baixada, a valorização imobiliária. De acordo com o proprietário de uma das imobiliárias do bairro, Benedito Cândido, somente no último ano o preço dos imóveis praticamente dobrou.

Enquanto há um ano era possível comprar uma cobertura de frente para a praia por R$ 200 mil, agora o valor gira em torno de R$ 400 mil. E entre oito a dez pessoas, por semana, procuram a imobiliária para adquirir um imóvel no bairro.

Benedito, que tem seu negócio no local há cerca de 20 anos, é testemunha do crescimento de Boraceia. “Antes só se conseguia chegar aqui pela beirada da praia. Tinha pouca gente e era muito devagar”.

Ele afirma que sua imobiliária, já naquela época, foi a terceira a ser instalada no bairro. “Hoje são pelo menos oito”. De acordo com a Prefeitura de Bertioga, há no bairro, ao todo, 75 estabelecimentos comerciais regularizados. Outro comerciante do local é Pedro Borges da Silva, que ao contrário de Cândido, chegou ao local apenas há quatro anos. Ele, que tem um comércio de bebidas, resolveu se mudar de Morrinhos, em Guarujá, buscando uma vida mais calma. “Para quem quer paz, esse é um lugar bem sossegado”.

Em compensação, Pedro afirma que há outros inconvenientes. “Um problema sério que tem aqui é que o Correio não entrega as correspondências no bairro. Quem quiser, tem que contratar uma caixa postal ou ir até a sede do órgão, no Centro da Cidade. Já tive o telefone cortado várias vezes porque não pude ir até lá para pegar a conta”.

O mecânico Paulo Eduardo Fernandes reforça o pleito de Pedro. “Além da falta de correspondência, aqui também não tem lotérica e nem agência bancária. Para resolver qualquer coisa com a Prefeitura, precisamos nos deslocar por trinta quilômetros. É muito longe”.

Infraestrutura
Já o veranista Júlio Yoshida, que tem casa no bairro há cerca de 30 anos, reclama dos problemas de infraestrutura nas vias públicas. “A Prefeitura tira a terra das ruas e não recoloca, o que vai causando poças d'água. O certo seria nivelar ou pelo menos colocar cascalho”.

Outra reclamação comum dos moradores são os animais que circulam livremente pelas ruas e até na orla da praia. “Tem vaca, cavalos. As pessoas criam soltos na rua e eles são perigosos. Estes dias um cavalo foi com tudo para cima do meu marido”, afirma a comerciante Maria das Dores.(TribunaDoNorte/Santos)

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