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Megaeventos imobiliários são boa hora para comprar

sábado, 31 de março de 2012



Feirão da Caixa é a próxima oportunidade para quem perdeu o evento promovido pela MRV, que reuniu 70 mil pessoas no Mineirinho

Clientes que fecharam negócio durante a feira ganharam letrodomésticos e móveis (Juliana Flister/Esp. EM/D.A Press)
Clientes que fecharam negócio durante a feira ganharam letrodomésticos e móveis

Unir dois sonhos de todo cidadão: casa própria mobiliada e um carro na garagem. Foi essa a iniciativa de três grandes empresas para estimular as vendas. A construtora MRV Engenharia, a Ricardo Eletro, do ramo comercial de eletrodomésticos, e as concessionárias de automóveis Citröen e Jac promoveram um feirão que, em três dias, reuniu mais de 70 mil pessoas. Foram comercializados R$ 2 milhões em imóveis e R$ 18 milhões em reservas. A expectativa agora se volta para o 8º Feirão Caixa da Casa Própria, que ocorrerá de 4 a 6 de maio.

Segundo a assessoria da MRV, as vendas significaram 30% e as reservas 73% a mais do que em períodos normais. Cerca de 150 corretores ofereciam imóveis com valores a partir de R$ 122 mil. Foi o primeiro feirão desse nível realizado pela empresa, nos moldes que a Caixa Econômica Federal faz há oito anos.

No caso da feira no Mineirinho, foram oferecidos somente imóveis novos, diferentemente da Caixa, que também comercializa usados e, a partir deste ano, vai oferecer ainda imóveis recuperados de clientes inadimplentes. O público teve acesso a dois lançamentos com apartamentos a partir de R$ 122 mil, no Imbiruçu, em Betim, e de R$ 145 mil, no Fonte Grande, em Contagem, ambas na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Sandro Perin, gestor-executivo da MRV Engenharia, disse que o forte mesmo foi o programa Minha casa, minha vida (Juliana Flister/Esp. EM/D.A Press)
Sandro Perin, gestor-executivo da MRV Engenharia, disse que o forte mesmo foi o programa Minha casa, minha vida
O cliente pôde contar também com o financiamento via agentes da Caixa, que dispunham de mecanismos de simulação de prestações. Segundo o gestor-executivo da MRV, Sandro Perin, os clientes que fecharam negócio durante a feira ganharam eletrodomésticos e móveis. O forte estava no programa do governo federal Minha casa, minha vida. Para uma renda familiar de R$ 1,5 mil, a prestação gira em torno de R$ 200.

Em 2011, mais de 30 mil pessoas passaram pelo 7º Feirão Caixa da Casa Própria em BH, onde foram negociados R$ 840,8 milhões, entre contratos assinados e encaminhados, correspondendo a 5.778 contratos habitacionais. Naquela edição, participaram 39 construtoras, 15 imobiliárias e parceiros institucionais, ocupando 5,5 mil metros quadrados. Foram oferecidos 16 mil imóveis, distribuídos na capital e região metropolitana, sendo 638 usados e 15.629 novos ou em construção. Desses, cerca de 12 mil se enquadravam no Minha casa, minha vida.

ALERTA 

Esse tipo de promoção, lançado pela Caixa, deverá estar cada vez mais em conta, uma vez que indicadores apontam para um desaquecimento do mercado imobiliário. Estudos realizados pelo Sindicato da Indústria de Construção Civil (Sinduscon) sobre desempenho do mercado imobiliário em 2011 revelaram que houve queda de 39,91% no número de unidades vendidas em relação a 2010 e de 39,47% no número de unidades lançadas.

A maior queda, segundo os estudos, foi de imóveis na faixa dos R$ 100 mil a R$ 250 mil (72,51%). Quanto aos imóveis de luxo, acima de R$ 500 mil, a queda foi de 13,3%. Os imóveis em bairros populares apresentaram queda nas vendas de 63,12% e nos bairros de nível médio esse índice chegou a 46,73%.

Mesmo apresentando esses índices, o estudo reconhece que os resultados demonstram que o desempenho está superior à média histórica do segmento e aponta que, nos últimos anos, o crescimento do crédito imobiliário, o aumento do emprego formal e o programa Minha casa, minha vida contribuíram significativamente para melhorar os números no meio imobiliário. Mostra ainda que o mercado nesse nicho não deverá passar por transformações radicais. Entretanto, recomenda aos empreendedores ficarem alertas e monitorar possíveis efeitos da crise econômica internacional no Brasil.

Ofertas imperdíveis

O casal Leandro Camargos e Simone Aparecida Dias Cavalcanti dá preferência para apartamento de dois quartos na região de Betim ou Contagem  (Juliana Flister/Esp. EM/D.A Press)
O casal Leandro Camargos e Simone Aparecida Dias Cavalcanti dá preferência para apartamento de dois quartos na região de Betim ou Contagem
Começar uma nova vida com casa própria é a esperança do supervisor Leandro Camargos, de 26 anos, e a líder de produção Simone Aparecida Dias Cavalcanti, de 25, que pretendem se casar em breve. Eles pesquisavam, durante o feirão, no Mineirinho, o primeiro imóvel próprio.

Segundo Leandro, a ideia era um apartamento de dois quartos na região de Betim ou Contagem, onde moram atualmente. Ele acredita que o programa Minha casa, minha vida foi um dos fatores que mantiveram os preços dos imóveis muito altos, mas considera que, quanto mais rápido comprar, melhor preço poderá encontrar. “Investir em imóveis é um bom negócio, porque você nunca perde dinheiro.”

O casal pretende usar recursos próprios somados ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para aquisição de um apartamento de, no máximo, R$ 130 mil, com uma prestação mais em conta. Antes mesmo da feira, o casal já vinha pesquisando o mercado e considera que, mesmo no dia a dia, há ofertas interessantes e possíveis para todo tipo de rendimento.

No entanto, Leandro diz que não pretende fechar negócio de imediato e sim fazer uma reserva. “Enquanto providencio documentos, continuarei a pesquisar.”(LugarCerto-UAI)

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