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Lopes fatura mais e foca alta em imóveis usados para 2012

quinta-feira, 22 de março de 2012


Com alta de 200% na venda de residências secundárias, a empresa garante que novas aquisições serão realizadas este ano com o mesmo enfoque


Para driblar a falta de terrenos para a construção de novos imóveis, a LPS, controladora das marcas  Lopes, Pronto, Habitcasa e Patrimóvel começa a ampliar investimentos em imóveis usados. Como oito aquisições de imobiliárias em 2011 e outras três este ano a empresa registrou R$ 18,2 bilhões em vendas contratadas (alta de 16%) no ano passado, com 22% delas sendo do mercado secundário.
Para 2012, a LPS Brasil prevê mais crescimento, principalmente, no mercado secundário e em financiamento imobiliário. “As aquisições permanecem nos planos de crescimento da companhia para o ano de 2012”, afirmou  diretor financeiro da Lopes, Marcello Leone que  completou, “Esperamos pelo menos repetir a performance dos anos anteriores em aquisições".
Segundo ele, considerando apenas o mercado secundário, a companhia atingiu R$ 3,9 bilhões em vendas, um aumento de 200%. “Os imóveis usados são o grande mercado para crescimento e ainda temos um enorme caminho a percorrer e uma enorme oportunidade de crescimento”.
A junção das aquisições somada à força do mercado secundário  segue a estratégia de ampliação da CrediPronto, promotora de financiamentos da Lopes. Em 2011, a CrediPronto financiou R$ 1,3 bilhão, crescendo 112% em relação a 2010,   número três vezes maior que a média do mercado de crédito imobiliário.
O valor acumulado de financiamentos desde o início das operações da CrediPronto, no final de 2008, já ultrapassou R$ 2 bilhões, o que representa um  Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 3,4 bilhões.
Para o professor de mercado imobiliário e construção civil da Faculdade Rio Branco, Julio Caldas, o investimento em imóveis secundários faz parte de um plano promissor da LPS. “Vivemos uma realidade de dificuldades enormes em encontrar terrenos em São Paulo e Rio de Janeiro [principais mercados da Lopes] por isso a estratégia de investir em imóveis secundários é eficaz”, diz.
O professor explica ainda que o perfil do cliente que compra imóveis usados já não é tão diferente dos que compram imóveis novos. “Os descontos que você encontra ao comprar um imóvel na planta, que vai até 30%, também é obtido no imóvel usado por isso o perfil do cliente é parecido”.
Leone também partilha dessa opinião. “A vantagem do proprietário que compra o imóvel novo é a possibilidade de ter nas mãos um imóvel com infraestrutura mais avançada, como sala de cinema e espaço para crianças”, e completa, “mas há esse tipo de imóvel usado com este perfil”.
Números
Com crescimento de 16% no VGV ante a 2010 os números do balanço da Lopes mostraram recordes em diversos quesitos. O Ebitda (lucros antes de juros e amortização) cresceu 10% para R$ 165,1 milhões.
Em contrapartida, a Lopes registrou um aumento de 11% nas despesas operacionais entre o terceiro e o quarto trimestre, para R$ 75 milhões, impactadas principalmente por custos de empresas adquiridas. Para 2012, a companhia estabeleceu a meta de R$ 260 milhões em despesas operacionais.
Avaliando o desempenho das vendas em 2011 por região, o estado de São Paulo representa a maior parcela, tanto no mercado primário quanto secundário, com 48% e 55% respectivamente.
O Rio de Janeiro se destacou, ficando com a segunda maior participação no mercado primário, 25% do total.
A Região Sul, devido a participação das adquiridas Ducati e Thá, que sozinhas detém 30% das vendas contratadas de imóveis usados, representa como o segundo maior mercado no segmento secundário com 20% de participação. No mercado primário, a venda de unidades no segmento econômico (até R$ 150 mil) representou 9% do total, o segmento médio (R$ 150 mil a R$ 350 mil) atingiu 34%, enquanto os segmentos médio-alto (R$ 350 mil a R$ 600 mil) e alto padrão (acima de R$ 600 mil) representaram 30% e 27%, respectivamente. No mercado secundário, destaque para o alto padrão, representando 54%.
Aquisições
No mercado primário, o Grupo LPS já adquiriu marcas como a Patrimóvel, no Rio de Janeiro, a Royal, no Distrito Federal, Immobilis, no Ceará, Brisa, em Minas Gerais e Itaplan e Eduardo Imóveis, em São Paulo.
Já no mercado secundário, em 2010, a LPS Brasil adquiriu a VNC, a Maber, a Plus Imóveis e a Local, todas em São Paulo, a Self Imóveis, no Rio de Janeiro, a Ducati e a Thá Pronto, na região sul. Em 2011, foram adquiridas a imobiliária Thá (Curitiba), AçãoDall’Oca (Brasília), Erwin Maack, Plus Imóveis, Condessa e Imóvel A, em São Paulo. Em 2012, o grupo adquiriu a LPS Foco Consultoria de Imóveis, em São José dos Campos, a LPS Piccoloto e a LPS Capucci Consultoria, ambas em Campinas. “São as aquisições do mercado secundário que fortalecem a estrutura da Pronto”, diz.(DCI/PanoramaBrasil)

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