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Habitação na RMBH é 36,15% mais cara

quinta-feira, 22 de março de 2012

Dados da Pesquisa por Amostragem de Domicílios de Minas mostram vida mais cara na capital e zonas urbanas em geral

A máxima de que quem ganha mais gasta mais também vale para as 11 regiões do estado analisadas pela primeira edição do Boletim Pesquisa por Amostragem de Domicílios (PAD), divulgado nessa terça-feira pela Fundação João Pinheiro. Na Grande BH, a despesa por integrante da família com habitação e gastos diversos somou R$ 244,51 ao mês, valor que supera em 36,15% a média do estado, de R$ 179,59. Na outra ponta, o Norte de Minas registra dispêndios de R$ 104,75 por pessoa, valor 41,67% abaixo da média em Minas, seguido pela região do Jequitinhonha e Mucuri, que têm gastos mensais de R$ 110,91 com o item.

A variação não mostra exatamente o quanto a habitação é mais cara na RMBH, segundo avaliação de Ariano Cavalcanti de Paula, presidente do Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário (Secovi-MG), mas é consequência clara do custo de vida na Grande BH, muito superior ao de outras cidades no estado. "Os imóveis da capital são mais caros porque os terrenos também o são. Além disso, a pressão de demanda é mais forte, o que acaba produzindo elevações mais aceleradas de preços", destaca.

A diversidade para o direcionamento da renda não se limita à região pesquisada. A discrepância também é evidente quando analisados os comportamentos de consumo entre as famílias que se encontram na área rural e urbana do estado. A pesquisa revela que a despesa média mensal entre quem mora nas cidades é 21,34% superior à média mineira, totalizando R$ 217,92 por integrante da família. Já na zona rural, o custo de vida é reduzido para R$ 119,27, 33,59% abaixo do apurado no estado.

A habitação está entre os elementos que mais contribuem para a distância entre os gastos, mas não é só. Os custos com educação são quatro vezes superiores nas cidades, apesar de 73% da população garantir que não há qualquer gasto registrado no orçamento familiar com escola. Isso não impede que nas áreas urbanas R$ 74,30 sejam destinados ao custeio mensal com educação para uma pessoa, enquanto no campo esse valor cai para R$ 16,85. Na média estadual, chega a R$ 67,28, aporte que é superado pela Região Metropolitana de Belo Horizonte (R$ 85,13), Zona da Mata (R$ 78,36) e Triângulo Mineiro (R$ 70,35) e fica abaixo do total no Norte (R$ 33,14), Região Central (R$ 45,81) e Centro- Oeste (R$ 50,30).

TARIFAS Outro item que ganha forte participação na despesa das famílias instaladas nas cidades são os gastos com serviços públicos como energia elétrica, água e esgoto, telefone, gás e internet. Enquanto nas zonas urbanas esse item responde por 13,82% das contas, na área rural chega a apenas 9,29%. Serviço doméstico também se junta à lista de dispêndios que mais pesam na cidade, alcançando quase 20% do total, contra os pouco mais de 10% no campo.

Em sentido contrário, o item construção e reparos de habitação, juntamente com artigos de higiene pessoal e limpeza, ganha mais peso na área rural. O primeiro responde por 37,85% dos gastos, enquanto o segundo representa 19%. Na cidade, esses números ficam em 23,64% e 13,59% respectivamente. "Percebemos uma relação entre a renda menor e o aumento do peso dos produtos de higiene e limpeza sobre o consumo", observa a pesquisadora em ciência e tecnologia da Fundação João Pinheiro Juliana Riani.(UAI/EM)

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