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Velocidade na venda de imóvel cai em BH

terça-feira, 27 de março de 2012

Este ano começou com desaquecimento dos negócios no segmento imobiliário de Belo Horizonte, tendência já percebida em 2011, quando a comercialização de apartamentos novos caiu 40% ante 2010. Em janeiro, a velocidade de vendas residenciais, indicador que mede o percentual de imóveis vendidos em relação à oferta, atingiu 9,77%. O resultado representa uma queda de 12,91 pontos percentuais em relação a dezembro, conforme pesquisa divulgada na sexta-feira pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas Administrativas (Ipead).

Considerando os diferentes estágios de construção, a velocidade de vendas dos apartamentos na planta foi o maior destaque do mês, chegando a 13,33%. Na contramão estão os apartamentos acabados, em que o indicador atingiu 1,59%. Levando em conta a faixa de valores, a velocidade de vendas mais expressiva foi apurada nos imóveis entre R$ 100.001 e R$ 250 mil, com 30,94%.

Em janeiro, o indicador foi também inferior ao de idêntico período do ano passado (13,29%). No intervalo de um ano, entretanto, o pior desempenho das vendas foi notado em agosto de 2011, quando chegou a 4,97%.


Queda acentuada

As vendas das construtoras abordadas pela pesquisa despencaram em janeiro na comparação com dezembro. No primeiro mês do ano, essas empresas comercializaram 218 apartamentos residenciais, contra 578 em dezembro. O número apresentou redução também em relação a janeiro do exercício anterior, quando 236 unidades foram negociadas.

E, apesar do desempenho mais baixo, o ano começou com os preços dos imóveis em alta. De acordo com o levantamento, os apartamentos negociados na Capital em janeiro custavam 1,2% mais caros do que no mês anterior. Entretanto, a elevação dos valores andou em ritmo mais lento que o da inflação. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo, calculado pela fundação (IPCA/Ipead), registrou alta de 2,6% na mesma base de comparação. Já em 12 meses a alta dos preços (13,71%) superou a inflação (7,68%).

Para fazer a pesquisa, a Ipead leva em conta uma relação das regiões da Capital em que os bairros são classificados de acordo com a renda média mensal do chefe do domicílio.

Dessa forma, são considerados populares os bairros em que a renda dos chefes do domicílio é inferior a cinco salários mínimos. Os bairros de classe média são aqueles em que a renda é maior ou igual a cinco salários e menor que 8,5. Já os de classe alta têm chefes de domicílio com renda maior ou igual a 8,5 salários mínimos e inferior a 14,5. Por fim, nos bairros considerados de luxo, a renda é maior ou igual a 14,5 pisos salariais.

Levando em conta essa classificação, a maior variação nos preços dos apartamentos em janeiro foi verificada nos bairros de classe alta, onde o incremento chegou a 1,70% em relação a dezembro. Já os de classe popular e de luxo registraram salto de, respectivamente, 0,92% e 0,77%. No caso da classe média, não houve mudança e os valores se mantiveram na mesma base do último mês do ano passado. A pesquisa mostra que do total de empreendimentos ofertados em janeiro, 25,77% sofreram variação ante dezembro. A oscilação foi positiva em todos os casos.


Estoque 

No primeiro mês do ano, 163 novos imóveis residenciais foram incorporados ao mercado da Capital, na esteira de quatro empreendimentos lançados no período. Nenhuma unidade foi retirada de comercialização e 95 unidades voltaram a ser vendidas.

Com isso, o estoque de apartamentos ofertados atingiu 2.013 unidades, uma expansão de 2,13% sobre dezembro de 2011. Considerando as localidades da Capital, o Buritis, na região este, liderou a quantidade de ofertas com 488 imóveis disponíveis, 24,24% do total. Em seguida aparecem os bairros Castelo (Pampulha), Betânia (Oeste) e Serra (Centro-Sul) com, respectivamente, 142, 135 e 135.

Já em relação à faixa de valores, há maior disponibilidade de imóveis avaliados entre R$ 250 mil e R$ 500 mil (1.083 unidades). Em seguida estão os acima de R$ 500 mil (718 unidades) e entre R$ 100 mil e R$ 250 mil (212 unidades). Belo Horizonte hoje não tem nenhum apartamento residencial à venda por menos de R$ 100 mil.

No caso dos imóveis comerciais, o preço médio das salas apresentou variação positiva de 0,17% em janeiro, na comparação com dezembro. Já o valor das lojas se manteve estável. No acumulado de 12 meses, eles oscilaram em 24,26% para as salas e em 2,4% para lojas.

O ano começou com 205 unidades comerciais em estoque, sendo 156 salas e 49 lojas. Foram comercializadas 139 salas e nenhuma loja no período. Em relação a novos imóveis, 228 salas foram lançadas, além de 306 unidades de garagem. Não houve lançamentos de lojas no período.

(26/mar/2012/DiáriodoComércio/Economia)

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